Navio histórico Professor W. Besnard virou no Porto de Santos, em frente ao Parque Valongo, e está parcialmente submerso (Alexsander Ferraz/Arquivo AT) O 8º Distrito Naval da Marinha do Brasil aprovou o plano de remoção do navio oceanográfico Professor W. Besnard, apresentado pela empresa contratada de forma emergencial pela Autoridade Portuária de Santos (APS). A embarcação adernou (virou) no Porto de Santos, em frente ao Parque Valongo, e está parcialmente submersa desde o dia 13 de março. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! O plano, aprovado na última sexta-feira, prevê reestabelecer gradualmente a flutuabilidade da embarcação, por meio da drenagem interna e outras ações. Assim que a embarcação estiver em condições, deverá ser deslocada para um estaleiro, onde será avaliada a possibilidade de sua restauração. Segundo a APS, os serviços para recuperação do Professor W. Besnard são feitos desde o dia 31 de março, com avaliações feitas por mergulhadores, limpeza e vedação do casco da embarcação. “O caso vem sendo tratado como prioridade desde o incidente, com foco na segurança da navegação e na preservação ambiental”, diz a gestora do Porto. Embora a embarcação pertença ao Instituto do Mar, a APS assumiu a responsabilidade diante da situação emergencial declarada pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). No último dia 7, A Tribuna publicou matéria mostrando que a reflutuação do navio estava prevista para ser feita ainda neste mês, conforme a Marfort Serviços Marítimos Ltda, responsável pelo serviço, que está orçado em R\$ 8,6 milhões e foi contratado sem licitação, de maneira emergencial, pela Autoridade Portuária. Após a reflutuação, haverá uma inspeção técnica para saber as condições da embarcação. O plano é rebocar o navio para a base marítima da Marfort, na Margem Esquerda do Porto, em Guarujá, em maio. A embarcação foi usada durante 40 anos pelo Instituto Oceanográfico da USP em mais de 150 viagens à Antártica, entre outras missões oceanográficas. Está sem uso, porém, desde 2008. Em 2016, a Prefeitura de Ilhabela recebeu a titularidade da embarcação da USP, mas não teve dinheiro para a reforma, dando início uma batalha judicial. Em julho de 2023 a Justiça determinou que a Administração da cidade do Litoral Norte desmontasse o navio por oferecer risco ambiental e não ter condições de navegabilidade. Uma audiência conciliatória, com a anuência do Ministério Público de São Paulo (MPSP), realizada em novembro de 2023, suspendeu as obrigações impostas à Ilhabela e o navio ficou com o Instituto do Mar.