Navio Professor W. Besnard tombou no Parque Valongo, em Santos, no mês de março (Ted Sartori/AT) A reflutuação do navio oceanográfico Professor W. Besnard está prevista para ser feita ainda neste mês. A previsão é da Marfort Serviços Marítimos Ltda, responsável pelo serviço, que está orçado em R\$ 8,6 milhões e foi contratado sem licitação, de maneira emergencial, pela Autoridade Portuária de Santos (APS). A expectativa é que ele seja rebocado em maio. A embarcação adernou (virou) em 13 de março e está parcialmente submersa, em frente ao Parque Valongo, onde estava atracada. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! "Trabalhamos com esse cronograma, embora o imponderável possa acontecer. Isso envolve também parte ambiental e de segurança. Após a reflutuação, haverá uma inspeção técnica para saber as condições do navio. O plano é rebocar o navio para a base (marítima da Marfort, na Margem Esquerda do Porto, em Guarujá) em maio", afirma o diretor da Marfort Serviços Marítimos, Alexandre Salamoni. A mobilização de equipamentos e o início dos mergulhos começaram no fim da semana passada. Estão envolvidos em torno de 60 profissionais em todas as áreas do processo. "Eles estão fazendo uma grande faxina, vendo o que há de interferência dentro do navio para ser retirado e não interferir na sucção da bomba. Depois disso, é o mapeamento e o tamponamento de todas as janelas. Aí sim começa a sucção para que o navio possa reflutuar", detalha Salamoni. O presidente da APS, Anderson Pomini, aproveitou para convocar o empresariado e a comunidade para participarem da futura restauração do navio Professor W. Besnard. Estão previstas reuniões e audiências públicas. "Convoco a todos para que possam colaborar com o Instituto do Mar (proprietário do navio) e possamos recuperar, no todo ou em parte, para que ele fique aqui no Parque Valongo, justamente a importante história desse navio e, principalmente, para o Porto de Santos". História A embarcação foi usada durante 40 anos pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) em mais de 150 viagens à Antártica, entre outras missões oceanográficas. Está sem uso, porém, desde 2008. Em 2016, a Prefeitura de Ilhabela recebeu a titularidade da embarcação da USP, mas não teve dinheiro para a reforma, dando início uma batalha judicial. Em julho de 2023 a Justiça determinou que a Administração da cidade do Litoral Norte desmontasse o navio por oferecer risco ambiental e não ter condições de navegabilidade. Uma audiência conciliatória, com a anuência do Ministério Público de São Paulo (MPSP), realizada em novembro de 2023, suspendeu as obrigações impostas à Ilhabela e o navio ficou com o Instituto do Mar. Sem sair de Santos, ele foi atracado em 2024 no Parque Valongo e recebeu reparos na parte externa. O Instituto do Mar buscava recursos para a completa restauração.