Embarcação estava parcialmente submersa desde 13 de março, quando adernou (virou) em frente ao Parque Valongo, no Porto de Santos (APS/Divulgação) A operação de reflutuação do navio oceanográfico Professor W. Besnard foi concluída com sucesso nesta segunda-feira (15), segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS). A embarcação estava parcialmente submersa desde 13 de março, quando adernou (virou) em frente ao Parque Valongo, no Porto de Santos. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Nesta quarta-feira (17), o navio deverá passar por uma avaliação de estabilidade para que possa ser rebocado com segurança até um estaleiro na Margem Esquerda, em Guarujá. Os trabalhos são conduzidos pela Marfort Serviços Marítimos Ltda, empresa contratada emergencialmente pela APS, sem licitação, por R\$ 8,6 milhões. “A operação de salvamento do navio oceanográfico Prof. W. Besnard alcançou importante avanço com a recuperação da condição de flutuabilidade da embarcação, que permanece sob monitoramento técnico contínuo para avaliação de sua estabilidade e integridade estrutural, etapas necessárias antes da definição das próximas fases da operação”, informou a Autoridade Portuária em nota. A APS assinou o contrato com a Marfort em 27 de março, com vigência de seis meses. Os serviços abrangem operações de salvamento, estabilização, reflutuação e remoção da embarcação. O extrato do acordo foi publicado na edição de 31 de março do Diário Oficial da União (DOU). História A embarcação foi usada durante 40 anos pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) em mais de 150 viagens à Antártica, entre outras missões oceanográficas. Está sem uso, porém, desde 2008. Em 2016, a Prefeitura de Ilhabela recebeu a titularidade da embarcação da USP, mas não teve dinheiro para a reforma, dando início uma batalha judicial. Em julho de 2023 a Justiça determinou que a Administração da cidade do Litoral Norte desmontasse o navio por oferecer risco ambiental e não ter condições de navegabilidade. Uma audiência conciliatória, com a anuência do Ministério Público de São Paulo (MPSP), realizada em novembro de 2023, suspendeu as obrigações impostas à Ilhabela e o navio ficou com o Instituto do Mar. Sem sair de Santos, ele foi atracado em 2024 no Parque Valongo e recebeu reparos na parte externa. O Instituto do Mar buscava recursos para a completa restauração.