Equipe da Marfort foi ao Parque Valongo para teste de reflutuação do histórico navio oceanográfico (Alexsander Ferraz/AT) O primeiro teste de reflutuação do navio oceanográfico Professor W. Besnard, realizado na manhã desta quarta-feira (3), teve resultados iniciais considerados positivos, segundo a Marfort Serviços Marítimos Ltda, responsável pelo serviço. A embarcação adernou (virou) em 13 de março e está parcialmente submersa desde então no Parque Valongo, em Santos, onde segue atracada. A intenção é, posteriormente, rebocá-la a um estaleiro em Guarujá e submetê-la à perícia para verificação das reais condições. Clique aqui para seguir agora o canal de Porto no WhatsApp! “Os dados serão consolidados e analisados pelas equipes de engenharia e operação para definição das próximas etapas dos trabalhos. Eventual remoção ou reboque dependerá da conclusão da fase de reflutuação, de novas avaliações técnicas e de inspeções estruturais que permitam verificar as condições efetivas do casco e da embarcação após sua estabilização”, afirma o diretor da empresa, Alexandre Salamoni. Desde o início da operação, já foram executadas outras fases, como inspeções subaquáticas, limpeza de compartimentos, vedações, testes de estanqueidade (se está completamente fechado) e instalação dos sistemas de drenagem. Nesta quarta-feira (3) foi a primeira atividade integrada utilizando simultaneamente a cábrea (guindaste sobre uma balsa próxima ao navio) e os sistemas de drenagem e bombeamento previstos para as futuras etapas. “No último sábado havia sido realizado um teste operacional utilizando a cábrea de forma isolada, para avaliar a resposta estrutural da embarcação e dos pontos de sustentação instalados. A embarcação apresentou resposta positiva, resultando em alteração de posicionamento e redução do adernamento originalmente observado”, revela Alexandre. A questão das marés continua sendo um dos principais desafios operacionais, pois as janelas totalmente favoráveis para execução das manobras permanecem reduzidas, explica o diretor da Marfort. “Os trabalhos vêm sendo desenvolvidos ao longo dos dias, com atividades concentradas principalmente nos períodos da manhã e da tarde, conforme as condições operacionais verificadas em campo”, afirma.