Cruzeiros da MSC no Brasil têm alta demanda (Maurício Martins/ A Tribuna) Apesar de dominar o mercado brasileiro de cruzeiros e lucrar com a alta demanda, a MSC reclama das condições para operar no País. O diretor-geral da MSC Cruzeiros no Brasil, Adrian Ursilli, defende a redução do Custo Brasil para que os investimentos da companhia aumentem. Ele participou do 8º Fórum Clia Brasil, na semana passada, em Brasília. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “Se, em um futuro breve, tivermos melhoria, ou seja, redução no Custo Brasil, seja pela questão tributária, burocrática ou de infraestrutura, certamente abrirá uma possibilidade enorme de companhias como a nossa trazerem mais navios ou estender por mais tempo a operação no País”, afirma. “O Custo Brasil é um problema que atinge não apenas os cruzeiros marítimos, mas o comércio, a indústria, enfim, toda a economia brasileira”, emenda. A MSC contará com cinco navios regulares na América do Sul durante a temporada. Será a estreia do MSC Virtuosa, com itinerários de sete noites, com embarques em Santos e escalas em Búzios, Salvador e Maceió, além de minicruzeiros de três noites com escala em Búzios. Os outros serão Seaview, Divina, Musica e o Splendida – este último não terá saídas de Santos. Os navios costumam ter lotação máxima. Ursilli diz que a operação da MSC é grande para o mercado nacional, em razão da sazonalidade ainda existente no Brasil. “Continuamos investindo, trazendo navios modernos, grandes, uma frota importante. Mas poderia ser muito maior se as condições fossem mais favoráveis. Operamos o ano inteiro no Caribe, no Mediterrâneo e no norte da Europa”, reforça. Custos e providências O diretor-geral da MSC Cruzeiros lembra que custos diversos precisam ser revistos para que se reduza a incerteza jurídica. “Temos custos operacionais e tributários muito altos”. Além disso, ele cita problemas com questões trabalhistas, pelo que chama de “interpretação confusa” da situação da tripulação, regida pelos contratos internacionais. “Essa incerteza jurídica também acaba preocupando muitas companhias por não oferecer uma previsibilidade maior para um planejamento de médio e longo prazo”. Ursilli vai além e fala de outras providências necessárias por parte do poder público. “O Governo Federal, obviamente junto com os municípios e estados, tem de olhar as questões da segurança pública e da acessibilidade, além de atenção aos modais rodoviários e aéreos, até porque também as pessoas precisam chegar aos portos para os cruzeiros e ter acesso econômico viável”, explica. Dentro desse raciocínio, o diretor-geral da empresa no Brasil volta ao custo quando cita o que precisa ser feito de maneira urgente. “É necessário incentivo tributário, reduzindo, de fato, esses valores que recaem não só sobre as coisas, mas também sobre terminais, destinos, operadores, enfim, sobre todos. E, sobretudo, precisa facilitar a questão da regulamentação, com menos burocracia, para que tenhamos um ambiente mais favorável e estímulo ao investimento”, detalha Adrian Ursilli.