Falta de investimentos adequados em mobilidade pode comprometer a eficiência logística do Brasil (Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) A mobilidade urbana deve estar no centro do planejamento estratégico da Baixada Santista para os próximos anos. É o que diz o secretário de Governo de Santos, Fábio Ferraz, ao defender que os acessos à região sejam tratados como prioridade diante dos gargalos enfrentados diariamente por moradores e trabalhadores, que dividem espaço com caminhões com destino ao Porto de Santos. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A situação foi debatida na semana passada, durante o 7º Fórum Regional do Plano de Logística e Investimentos do Estado de São Paulo (PLI-SP) 2050, realizado na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Santos. Ferraz afirmou que qualquer planejamento de obras estruturantes para a região deve começar pela macrodrenagem e mobilidade. “Os acessos à nossa região são decisivos. Sem isso, qualquer outro avanço fica comprometido”, destacou. Ele ressaltou que essa é também a visão do prefeito Rogério Santos (Republicanos), que representava no encontro. O secretário explicou que as dificuldades de acesso afetam toda a população. “As aflições que nós temos não são só dos profissionais do transporte. Elas impactam a Cidade como um todo”, afirmou. Ferraz reiterou que a falta de investimentos adequados em mobilidade e drenagem compromete não apenas a dinâmica urbana, mas também a eficiência logística do Brasil. “O Porto de Santos é o principal hub logístico do País. Precisamos ter estruturas bem planejadas para mitigar as dificuldades que surgem com o crescimento e os investimentos. Sem isso, os gargalos tendem a se agravar”, declarou. O secretário argumentou que a importância estratégica da região vai além de interesses locais. “Não é exagero dizer que a Baixada Santista é estratégica para o Brasil. Quando há inibição de investimentos em infraestrutura de acesso aqui, estamos prejudicando a estrutura viária do País”, concluiu.