Circulação rápida de mercadorias é possível por conta de cadeia estruturada para agilizar transporte (Alexandre Lopes/ AT) A Missão Internacional Porto & Mar 2026 seguiu nesta sexta-feira (29) com uma agenda voltada à logística expressa, distribuição de cargas e operação em larga escala na China. Depois de visitas a portos, empresas de tecnologia, fábricas inteligentes e centros de inovação, a comitiva brasileira conheceu de perto estruturas ligadas ao funcionamento de uma das cadeias de entrega mais movimentadas do mundo. Clique aqui para seguir agora o canal de Porto no WhatsApp! As visitas ocorreram na ZTO Express e na J&T Express, duas empresas que ajudam a sustentar o crescimento do comércio eletrônico chinês e a circulação diária de milhões de encomendas dentro e fora do país. Na ZTO, a delegação teve contato com a história da companhia e acompanhou parte do processo de distribuição de cargas, incluindo maquinários utilizados na separação, movimentação e organização de encomendas. A empresa é uma das maiores operadoras de entrega expressa da China e atende milhões de consumidores e comerciantes ligados a plataformas digitais. Fundada em 2002 e sediada em Xangai, a ZTO cresceu junto com a expansão do e-commerce chinês. A companhia se consolidou como uma das principais parceiras logísticas de plataformas como Alibaba e JD.com, atuando em serviços de coleta, transporte, triagem e entrega de encomendas. A operação visitada pela comitiva mostrou como a logística chinesa combina escala, tecnologia e padronização para dar vazão ao enorme volume de compras on-line realizado diariamente no país. Esteiras automatizadas, sistemas de leitura, roteirização e equipamentos de triagem fazem parte da infraestrutura necessária para reduzir prazos, controlar fluxos e aumentar a eficiência da distribuição. Se o Porto de Xangai mostrou como a China movimenta mercadorias em escala global, empresas como a ZTO ajudam a revelar o que acontece depois que os produtos entram na cadeia interna de consumo. É nesse ponto que porto, e-commerce, centros de distribuição e entrega final passam a funcionar como partes de um mesmo sistema logístico. Agenda técnica permitiu aos brasileiros conhecer a infraestrutura de empresas consideradas referência (Divulgação) Logística internacional Na sequência, a comitiva esteve na J&T Express, onde foi recebida por representantes da empresa para uma apresentação institucional, visita às operações e momento de networking. A agenda permitiu aos participantes conhecer um pouco mais sobre o modelo de expansão da companhia e sua atuação em logística expressa e internacional. Fundada em 2015, a J&T Express se transformou rapidamente em uma empresa global de logística, com presença em diversos países da Ásia, América Latina e Oriente Médio. A companhia tem como foco entregas expressas e soluções logísticas voltadas ao comércio eletrônico, um dos segmentos que mais crescem no mundo. A presença da J&T no Brasil também chamou atenção dos integrantes da missão, já que a empresa opera no mercado nacional e faz parte do movimento de internacionalização de grupos logísticos asiáticos em direção à América Latina. Esse avanço reforça a importância estratégica do Brasil dentro das novas rotas de comércio digital e distribuição global. J&T Express foi fundada em 2015 e se transformou rapidamente em empresa de alcance global (Alexandre Lopes/AT) Circulação rápida Ao longo das duas visitas, a comitiva brasileira observou como a China estruturou uma rede logística capaz de integrar plataformas digitais, centros de distribuição, transporte, tecnologia e entrega final em volumes gigantescos. As visitas ajudaram a completar uma parte essencial da missão: a de que a eficiência chinesa não está apenas nos portos ou nas fábricas, mas também na capacidade de fazer produtos circularem rapidamente até o consumidor. A agenda também reforçou o foco da Missão Porto & Mar 2026 na geração de negócios e na aproximação entre empresários brasileiros e empresas chinesas. Além das apresentações técnicas, os encontros abriram espaço para troca de informações, relacionamento institucional e observação de modelos que podem inspirar melhorias em cadeias logísticas no Brasil. ZTO Express, em Xangai, é parceira de gigantes como Alibaba e JD.com, atuando com encomendas (Alexandre Lopes/AT) As visitas desta sexta-feira (29) marcaram o encerramento da programação da missão em Xangai. Depois de dias intensos de agendas voltadas à tecnologia, inteligência artificial, infraestrutura portuária, indústria, automação e logística, a delegação brasileira conclui sua passagem pela maior metrópole chinesa com uma visão ainda mais ampla sobre os fatores que impulsionam o desenvolvimento do país. Neste sábado (30), a comitiva embarca para Hong Kong, última etapa da Missão Internacional Porto & Mar 2026. A expectativa é de que a cidade, um dos mais importantes centros financeiros e logísticos da Ásia, ofereça novos encontros, experiências e oportunidades de negócios antes do encerramento da viagem organizada pelo Grupo Tribuna. Cláudio Bastos, Adilson Júnior e Keyla Araújo Boaventura (Reprodução) “O ponto alto das visitas desta sexta-feira foi a questão de automação. Levando para o contexto portuário, isso pode ser aplicado na questão da logística, do recebimento dos caminhões, o trabalho dos pátios reguladores e a questão de segurança dentro deles. Depois, na puxada dos caminhões, o agendamento até o terminal e descarregamento dessa carga até o navio”, Cláudio Bastos, superintendente de Governança, Riscos e Compliance da Autoridade Portuária de Santos. “Quem desenvolve essas tecnologias para o mundo está muito preparado na China, desde a base. Visitamos uma empresa em que, majoritariamente, as pessoas não têm só pós-graduação ou alguma outra elevação do currículo, são PHDs. Há muito investimento em informação, tecnologia, planejamento e organização”, Adilson Júnior, presidente da Câmara de Santos. “A visita na Huawei foi muito impressionante. Vimos soluções de automação e que a empresa investe em torno de 20% da receita em pesquisa e desenvolvimento. Metade dos funcionários da Huawei está dentro do centro de pesquisa que visitamos. O segredo é o planejamento de longo prazo, com inovação”, Keyla Araújo Boaventura, secretária de Infraestrutura do Tribunal de Contas da União.