Maquetes gigantescas ajudaram a comitiva o compreender o processo de crescimento acelerado de Xangai nas últimas décadas (Alexandre Lopes/AT) Depois de uma manhã marcada pela imersão no maior porto de contêineres do planeta, a Missão Internacional Porto & Mar 2026 seguiu, nesta quinta-feira (28) à tarde, com agendas voltadas ao planejamento urbano, desenvolvimento estratégico e relacionamento institucional em Xangai, na China. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A primeira visita da tarde levou empresários, executivos e autoridades brasileiras ao Shanghai Urban Planning Exhibition Center, espaço considerado uma das principais vitrines do planejamento urbano chinês e da transformação da cidade nas últimas décadas. O local apresenta, de forma interativa e tecnológica, a evolução histórica de Xangai — desde os primeiros núcleos urbanos até a consolidação da cidade como uma das maiores metrópoles financeiras e logísticas do planeta. Ao longo da visita, os integrantes da missão tiveram acesso a maquetes gigantescas, painéis digitais e projeções que mostram não apenas o crescimento acelerado da cidade, mas também os planos de expansão e desenvolvimento previstos para os próximos anos. A dimensão do planejamento urbano chinês chamou atenção da delegação, assim como a capacidade de execução de projetos em larga escala. As apresentações mostraram como Xangai estruturou sua expansão combinando infraestrutura, mobilidade, desenvolvimento portuário, verticalização urbana e integração logística — pilares que ajudaram a transformar a cidade em um dos maiores centros econômicos do mundo. A visita também reforçou uma percepção que vem acompanhando a missão desde os primeiros dias na China: o desenvolvimento chinês acontece a partir de estratégias de longo prazo fortemente integradas entre governo, infraestrutura, tecnologia e planejamento urbano. O Shanghai Urban Planning Exhibition Center é conhecido justamente por apresentar essa visão estratégica da cidade. Um dos destaques do espaço é a gigantesca maquete de Xangai, considerada uma das maiores representações urbanas em escala do mundo. Apresentação digital no Shanghai Urban Planning proporciona imersão a visitantes (Alexandre Lopes/AT) Relacionamento Na sequência, a comitiva seguiu para a sede da Cosco Shipping, uma das maiores companhias marítimas e logísticas do planeta. A agenda teve foco principalmente institucional e de relacionamento empresarial, permitindo troca de experiências e networking entre representantes brasileiros e executivos da companhia chinesa. Durante a visita, os integrantes da missão participaram de uma apresentação interativa sobre as operações da empresa e acompanharam informações ligadas à atuação global da Cosco no transporte marítimo, logística internacional e integração portuária. Fundada a partir da fusão entre gigantes do setor marítimo chinês, a Cosco Shipping se consolidou como uma das maiores operadoras de transporte marítimo do mundo, atuando em dezenas de países e controlando uma das maiores frotas globais de navios cargueiros e porta-contêineres. A companhia possui presença estratégica em rotas internacionais e também mantém forte relação comercial com o mercado brasileiro, especialmente nas operações ligadas à exportação de commodities, contêineres e comércio marítimo internacional. Ao longo do encontro, representantes da missão destacaram a importância da aproximação institucional e empresarial com grandes grupos chineses, reforçando um dos pilares centrais da Missão Internacional Porto & Mar 2026: ampliar conexões internacionais e estimular oportunidades de negócios entre Brasil e China. Depois de dias intensos voltados à tecnologia, inteligência artificial, mobilidade autônoma e infraestrutura portuária, as agendas desta quinta-feira (28) reforçaram outro aspecto observado pela delegação brasileira ao longo da viagem: a capacidade chinesa de integrar planejamento estratégico, logística, urbanismo e expansão econômica em escala gigantesca. Flavio da Rocha Costa, Rogério Oliveira, Luiz Araújo, Gabriela Costa e Maxwell Rodrigues (Reprodução) "O Porto de Xangai é impressionante, porque eles construíram tudo o que vimos em aproximadamente três anos, são os líderes mundiais em movimentação de contêineres e já têm projeto para incrementar um volume de 10 milhões de contêineres para os próximos três anos. Hoje, o Brasil todo movimenta cerca de 14 milhões. Eles estão crescendo um Brasil em três anos. Temos muito a aprender com eles", Flavio da Rocha Costa, diretor da Eldorado Brasil Celulose "A palavra é essa: planejamento. Na China, eles dão um valor fundamental a essa condição. Projetam o que querem, definem as necessidades e planejam para que aquilo possa ser executado, com todo mundo podendo utilizar o resultado final a ser obtido. Eles fazem planejamentos para curto, médio e longo prazos. Com isso, são menos gargalos, mais produtividade, mais eficiência, mais qualidade", Rogério Oliveira, diretor de Negócios da Transtec World "A gente está aprendendo dois importantes fatos que fazem a China ser um sucesso. Primeiro, o planejamento. Segundo, a arte da execução daquilo que se planeja. Pudemos ver isso ao visitar o Complexo de Águas Profundas de Yangshan. Estivemos nesse terminal 15 anos atrás e os chineses seguiram inovando, principalmente, em tecnologia. Em sua fase 4, o terminal está totalmente automatizado", Luiz Araujo, diretor executivo do Ecoporto "O planejamento envolve tudo que a gente vê funcionando em Xangai. Na visita ao maior porto do mundo, observamos uma eficiência que vem ajudando a bater recorde atrás de recorde. Isso ocorre por conta do planejamento, que não se dá apenas em termos operacionais, mas principalmente nos acessos, que é um problema que a gente enfrenta no Brasil em relação aos nossos terminais portuários", Gabriela Costa, diretora executiva da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) "Estar no maior porto do mundo é um privilégio para poucos e foi isso que o Grupo Tribuna proporcionou. Tudo em Xangai impressiona, principalmente pela estratégia da China. No Porto de Xangai, além do volume elevado de movimentação, a gente pôde perceber que a China está muito empenhada na questão de inovação e tecnologia, com sistemas e equipamentos desenvolvidos por eles", Maxwell Rodrigues, consultor para assuntos portuários do Grupo Tribuna