Porto de Itajaí será comandado pela APS até o final de 2025, com previsão de ampliação das atividades (Divulgação) Sob gestão da Autoridade Portuária de Santos (APS) desde a semana passada, o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, tem potencial para voltar a ser um dos principais complexos logísticos do País na movimentação de contêineres. A afirmação é do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, cuja pasta, após amplo debate com os agentes do setor, federalizou o porto catarinense depois de mais de duas décadas de gestão municipal. “Estamos realizando um trabalho conjunto com a sociedade e todo setor portuário, com objetivo de resgatar o que mais importa para gente: o desenvolvimento da cidade (de Itajaí), a melhora na qualidade de vida dos moradores, a geração de novos postos, o aumento da renda e a continuidade das operações portuárias”. Para o ministro, o retorno da gestão à União vai garantir à ampliação das atividades no complexo, o que deve elevar a economia local. Quando teve suas atividades paralisadas em 2022, a intenção da União era privatizar o Porto de Itajaí, que demitiu cerca de 2 mil funcionários. Parte dos trabalhadores retornou no ano seguinte, quando o Governo Federal abriu mão da proposta e assinou um contrato provisório para retomada dos serviços. “Estamos trabalhando para fortalecer a competitividade logística, facilitar a otimização de rotas e operações e melhorar a eficiência no atendimento ao mercado internacional. Com a APS (no comando), vamos avançar no fortalecimento de Itajaí, para que o porto possa voltar a operar o que se viu em um passado recente”, acrescentou. Antes reconhecido como um dos maiores exportadores de grãos do Brasil, o Porto de Itajaí será alvo de ações direcionadas por parte do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para modernização da infraestrutura. Mesmo sendo administrado pela APS, todos os valores de tarifas e taxas relacionadas à movimentação do Porto de Itajaí ficarão na cidade catarinense.