O presidente da APS, Anderson Pomini, o ministro-chefe de Relações Institucionais, Alexandre Padilha e o secretário de Assuntos Portuários da Prefeitura de Santos, Elias Júnior, no Parque Valongo, na manhã de hoje (Vanessa Rodrigues/AT) O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, Alexandre Padilha, garantiu que os empregos dos trabalhadores portuários avulsos serão mantidos. Ele se reuniu com lideranças sindicais na sede da Autoridade Portuária de Santos (APS) na manhã desta sexta-feira (20). Mais cedo, Padilha visitou o Parque Valongo e o Canal do Porto de Santos. A sua agenda inclui ainda uma visita à Unifesp, também em Santos, e compromissos na cidade de São Vicente no período da tarde. Clique aqui para seguir agora o canal de Porto & Mar no WhatsApp! “São trabalhadores muito importantes que fazem parte da história da cidade de Santos. São várias famílias e eu reafirmei para eles o compromisso desse Governo na manutenção dos empregos, sejam através de novas ações do Porto de Santos ou novos terminais, seguindo duas diretrizes: a manutenção, a ampliação e a qualificação dos empregos e sempre analisando os impactos sobre a Cidade”, afirmou em coletiva de Imprensa, na APS. “Vamos manter o diálogo permanente com os trabalhadores”, disse Padilha, ressaltando que é uma premissa do Governo atual. Ele disse ainda que, a pedido dos sindicalistas, articulará uma reunião deles junto ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, o presidente da APS, Anderson Pomini, apresentou ao ministro o plano de investimentos de obras de infraestrutura no cais santista, que envolvem investimentos de mais de R\$ 12 bilhões. O ministro destacou a relevância do ativo portuário para o País e do túnel Santos-Guarujá. “A região é o maior polo de investimentos federais. São R\$ 12 bilhões em investimento direto da Companhia Docas, envolvendo o túnel, o andamento dessa obra esperada há quase 100 anos”. Padilha destacou ainda as demais obras estruturantes que, assim como a ligação seca, estão contempladas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, como a remodelação das avenidas perimetrais das margens Direita e Esquerda do Porto e dragagem de aprofundamento do canal de navegação. “A dragagem colocará o Porto de Santos nos mesmos patamares das necessidades internacionais para receber maiores cargueiros”, disse Padilha. O ministro reconheceu ainda o potencial turístico com a transferência do Terminal de Passageiros para o Valongo. “Todo o investimento no Valongo dará para a cidade de Santos e para a Baixada Santista um novo atrativo para o turismo”. Saindo da sede administrativa do Porto de Santos, Padilha se dirigiu à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para conhecer o espaço onde será construído o Bloco Poliesportivo do Campus. Em São Vicente, o ministro Padilha visitará o Instituto de Articulação de Tecnologias Sociais e Ações Formativas (Instituto Adesaf) onde participará da inauguração da farmácia do Núcleo de atenção à Saúde e Cuidados Integrativos (Nasci). Às 16h, participará do encontro com movimentos sociais da Baixada Santista, no Sindicato dos Servidores públicos de São Vicente. Ecoporto, STS10 e empregos Perguntado sobre eventual perda de postos de trabalho com a saída do terminal da Ecoporto Santos e o leilão do STS 10, Pomini garantiu que “isso não vai acontecer. A gente está estudando, revisitando o formato do STS10 e, também, a possibilidade da renovação do contrato do Ecoporto ainda que com cláusula de transferência de área no futuro. O nosso papel é calibrar o crescimento do Porto com a manutenção dos empregos, pois nos interessa a manutenção de uma operação e crescimento de outras”.