[[legacy_image_161224]] O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, durante o 1º Encontro Porto & Mar, do Grupo Tribuna, admitiu que há apontamentos sobre prejuízos aos trabalhadores portuários, mas acredita que é possível chegar a “uma boa equação” e evitar que processos judiciais paralisem o projeto para desestatizar a administração do Porto. Ele afirma que houve experiência bem-sucedida no Porto de Vitória, no Espírito Santo e que a hora é de “discutir ajustes”. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Não estamos mexendo na relação capital-trabalho, não estamos mexendo com o trabalhador portuário avulso e não há mudança no Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra). Para os trabalhadores da Companhia Docas, a gente tem alguma garantia de emprego, por um período de tempo, para que haja transição e até aproveitando daqueles funcionários que sejam de interesse do concessionário”. Para Freitas, nem todos as questões serão solucionadas de uma vez. Ele acredita que a discussão da desestatização deve seguir e a situação dos empregos será aprofundada em outra oportunidade. “O melhor modelo que se tem é o possível, isso aprendemos rápido na política. Porque se você buscar o ideal, a chance de não fazer nada é gigantesca”. O ministro ressaltou que naturalmente haverá uma evolução nas discussões. “Uma questão importante que apareceu nos debates é a necessidade ter mais áreas de cais público para que a gente possa acomodar mais mão de obra avulsa. Existe essa preocupação da nossa parte e acho que vamos conseguir colocar no projeto uma coisa melhor do que temos”. Ele acredita que serão necessárias evolução e modernização da legislação portuária, mas essa discussão terá que ser feita de forma separada. “Até para adaptá-la aos requisitos para tornar o trabalho portuário mais igualitário”. FormaçãoPara o ministro, também será necessário criar novos mecanismos para a formação de mão de obra no Porto, porque “o ensino profissional marítimo está falido”.