O Porto de Santos sedia o principal exercício militar periódico da Marinha do Brasil. A Operação de Adestramento de Esquadra (Aderex) 2026 trouxe à Baixada Santista o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico (A140), maior embarcação de guerra da América Latina, além das fragatas Defensora (F41), União (F44) e Tamandaré (F200), o navio-patrulha oceânico Apa (P121) e o submarino Tikuna (S34). Clique aqui para seguir agora o canal de Porto no WhatsApp! A Operação Aderex eleva o grau de prontidão operativa dos navios, aeronaves e tropas de fuzileiros navais. A frota permanecerá na região até segunda-feira, quando retornará ao Rio de Janeiro. Segundo o comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), capitão de mar e guerra Leandro Gomes Mendes, o exercício busca aperfeiçoar procedimentos que poderão ser exigidos em um conflito. "Os navios da Esquadra vão ao mar, muitas vezes, em operações conjuntas, exercitando situações que possam ocorrer em uma guerra real. Nós temos que nos prevenir, temos que nos preparar, e a melhor maneira de fazer isso é exatamente praticando." Mendes explica que os treinamentos vão além das simulações realizadas em terra. "Quando estamos no mar, identificamos problemas reais que podem acontecer. Essas comissões são importantes para praticarmos com nossos oficiais e praças como reagir em cada caso." Para o comandante, a escolha de Santos para receber a operação tem significado estratégico por sediar o maior porto do Hemisfério Sul. "A Marinha do Brasil sempre conta com Santos como um ponto muito importante, tanto para apoio quanto para ser protegido futuramente. É uma infraestrutura crítica para o desenvolvimento do País." Segundo ele, a preocupação também se estende às plataformas de petróleo e às instalações da Transpetro no Litoral Norte. Entre as embarcações participantes, a fragata Tamandaré é a primeira de oito novas embarcações da Classe Tamandaré previstas no plano de modernização da Marinha, com objetivo de ampliar a capacidade de defesa antiaérea, antissubmarina e de superfície. Para Mendes, os investimentos na renovação da Esquadra também ajudam a atrair novos profissionais e ampliar a participação feminina na instituição. "Hoje as mulheres desempenham todas as tarefas que temos a bordo." O comandante destaca ainda que a formação de um oficial da Marinha leva cerca de oito anos entre Colégio Naval, Escola Naval e estágio. "O pessoal é o nosso maior patrimônio. Material a gente consegue adquirir com planejamento. Pessoas preparadas e treinadas, não." Segundo Mendes, a Capitania dos Portos também atua na fiscalização da navegação em todo o litoral paulista e em 151 municípios do Estado que possuem rios e represas. "Quando falamos em salvaguarda da vida humana, segurança da navegação e prevenção da poluição hídrica, estamos pensando em todo esse universo."