Manifestantes estão reunidos na descida do Viaduto da Alemoa, em Santos, desde a madrugada (Divulgação/ Sindicam-Baixada Santista) Mais de 4 mil caminhoneiros, entre autônomos e celetistas (com carteira assinada), da Baixada Santista, realizam uma paralisação desde a madrugada desta segunda-feira (13) no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O objetivo é pressionar o Senado a colocar em votação a Medida Provisória (MP) 1.343. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Conhecida como MP do Frete, a proposta altera as regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas e cria benefícios para a categoria. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no mês passado. Caso não seja votada pelo Senado até quinta-feira (16), a MP perderá a validade. Conforme apurado com o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sindicam) da Baixada Santista e Vale do Ribeira, a paralisação deve continuar até a proposta ser colocada em pauta no Senado. Os manifestantes estão concentrados na descida do Viaduto da Alemoa, nas proximidades do Porto de Santos. Segundo a TV Tribuna, no início da manhã, uma carreta foi atravessada na via para bloquear o acesso de veículos. A mobilização na Baixada Santista faz parte de um movimento nacional organizado pela categoria. Nas redes sociais, o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, convocou caminhoneiros de todo o país para aderirem à paralisação e pressionarem o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar a proposta. Impactos Em nota à TV Tribuna, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o bloqueio na região da Alemoa foi parcial e durou menos de uma hora. Segundo o órgão, os manifestantes liberavam a passagem de veículos quando solicitados e, atualmente, as operações portuárias ocorrem normalmente, com as vias totalmente desobstruídas. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos informou que houve lentidão na região durante a manifestação. Agentes de trânsito e policiais militares acompanham o ato. A Prefeitura de Santos informou ao g1 Santos e Região que foi notificada pelo sindicato sobre a mobilização pacífica e o pedido de apoio para a manutenção da ordem pública.