<p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.515788" attr-version="policy:1.515788:1780014801" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.515788/NO_TEXT.JPG?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Acessos ao Porto de Xangai facilitam fluxo de cargas e são sinônimo de eficiência (Alexandre Lopes/AT)</span></p> <p data-end="501" data-start="38">O quinto dia da Missão Internacional Porto & Mar 2026, promovida pelo Grupo <strong data-end="125" data-start="114">Tribuna</strong> na China, levou a comitiva brasileira ao coração da maior operação portuária do planeta. Empresários, executivos e autoridades participaram nesta quinta-feira (28) de uma visita técnica ao Porto de Xangai — líder mundial em movimentação de contêineres e símbolo da estratégia chinesa de transformar infraestrutura, tecnologia e automação em pilares de competitividade global.</p> <p data-end="808" data-start="505"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9pacEEQIajbRkGGm1Y">Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp!</a></p> <p data-end="808" data-start="505">Recebidos por autoridades portuárias chinesas, os integrantes da delegação acompanharam apresentações sobre o atual momento do complexo, os projetos de expansão previstos para os próximos anos e os investimentos voltados à ampliação da capacidade operacional do porto, que já opera em escala gigantesca.</p> <p data-end="1186" data-start="812">Ao longo da visita, um dos pontos que mais chamou atenção da comitiva brasileira foi o nível de automação aplicado às operações portuárias. Guindastes automatizados, sistemas inteligentes de gerenciamento logístico, controle digital de movimentação e estruturas operacionais altamente integradas ajudam a transformar o Porto de Xangai em uma referência global de eficiência.</p> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.515798" attr-version="policy:1.515798:1780014744" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.515798/NO_TEXT.JPG?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Parque Eólico Offshore da Ponte de Donghai chamou atenção de brasileiros (Alexandre Lopes/AT)</span></p> <p data-end="1492" data-start="1190">Em diversos momentos, a comparação com o Porto de Santos — o maior do Hemisfério Sul — foi inevitável entre os participantes. Enquanto o complexo santista movimenta cerca de 6 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano, Xangai ultrapassou a marca de 50 milhões de TEU anuais.</p> <p data-end="1782" data-start="1496">Com esses números, o Porto de Xangai lidera a movimentação mundial de contêineres há mais de uma década. Um feito que ajuda a dimensionar não apenas o tamanho da estrutura chinesa, mas também o nível de investimento realizado pelo país em infraestrutura marítima e integração logística.</p> <p data-end="2107" data-start="1786">Outro aspecto que impressionou os empresários brasileiros foi o número reduzido de trabalhadores diretamente envolvidos nas operações observadas durante a visita. Grande parte dos processos ocorre de maneira automatizada, utilizando inteligência artificial, sistemas digitais integrados e equipamentos de operação remota.</p> <p data-end="2139" data-start="2111"><strong data-end="2139" data-start="2111">Localização privilegiada</strong></p> <p data-end="2423" data-start="2143">Parte importante das operações do Porto de Xangai acontece no Complexo de Águas Profundas de Yangshan, instalado em ilhas ligadas ao continente pela gigantesca Ponte de Donghai, considerada uma das maiores pontes oceânicas do mundo, com aproximadamente 32 quilômetros de extensão.</p> <p data-end="2698" data-start="2427">A estrutura foi construída para permitir acesso a uma região de águas profundas, eliminando limitações de calado e possibilitando a operação de alguns dos maiores navios cargueiros do planeta. O diferencial estratégico transformou Xangai em uma potência logística global.</p> <p data-end="2959" data-start="2702">Enquanto diversos portos internacionais enfrentam restrições operacionais relacionadas à profundidade de seus canais, Yangshan opera em uma região naturalmente profunda, permitindo receber embarcações de grande porte sem limitações significativas de calado.</p> <p data-end="3267" data-start="2963">Além da movimentação gigantesca, o complexo também se tornou referência mundial em automação portuária. Terminais operados com inteligência artificial, veículos autônomos e equipamentos robotizados ajudam a reduzir tempo operacional, aumentar eficiência logística e ampliar competitividade internacional.</p> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.515787" attr-version="policy:1.515787:1780014648" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.515787/NO_TEXT.JPG?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Integrantes da Missão Internacional Porto & Mar acompanharam rotina de trabalho no porto nº 1 em movimentação de contêineres (Divulgação)</span></p> <p data-end="3281" data-start="3271"><strong data-end="3281" data-start="3271">Futuro</strong></p> <p data-end="3642" data-start="3285">A agenda reforçou entre os empresários brasileiros a percepção de que o futuro da logística marítima mundial passa, necessariamente, pela combinação entre automação, inteligência artificial, infraestrutura de larga escala e planejamento estratégico — pilares que hoje ajudam a transformar o Porto de Xangai em uma das maiores engrenagens do comércio global.</p> <p data-end="24" data-start="0"><strong data-end="24" data-start="0">Integração logística</strong></p> <p data-end="267" data-start="28">Para os integrantes da missão, a visita representou uma oportunidade rara de observar de perto como a China vem utilizando tecnologia, planejamento e investimentos de longo prazo para consolidar liderança global na infraestrutura marítima.</p> <p data-end="389" data-start="271">Mais do que um porto, Xangai funciona hoje como um dos principais centros de integração logística do comércio mundial.</p> <p data-end="647" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="393">Ao longo das apresentações, autoridades chinesas também destacaram os planos futuros de expansão do complexo portuário para os próximos dez anos, reforçando a estratégia do país de continuar ampliando capacidade operacional e conectividade internacional.</p>