[[legacy_image_208839]] A desestatização do Porto de Santos está cada vez mais próxima e seu edital deve ser publicado em novembro, com o leilão em dezembro. Essa é a expectativa do ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, que participou, ontem, do Summit Antaq 20 Anos, realizado no auditório do Grupo Tribuna, em Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo ele, o curto tempo até o final do ano não preocupa o Governo Federal, que conta com a concessão de seu principal ativo logístico. “A agenda de infraestrutura nestes últimos anos tem sido tratada como agenda de Estado. O tempo é desafiante, mas, para quem gosta de desafios, isso não incomoda”, pondera. Sampaio ressaltou pontos importantes do projeto de concessão, como a preocupação com a manutenção dos empregos dos colaboradores da Santos Port Authority (SPA) e a preocupação com o modal ferroviário, uma peça importante na estrutura logística do Porto. “É sempre um desafio falar de desestatização do setor portuário, até porque é a primeira vez que estamos avançando nessa agenda. Tivemos a privatização do Porto do Espírito Santo. De lá para Santos, há muitas lições aprendidas”. Página viradaDe acordo com o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários. Mario Povia, deve ser concluído, na próxima sexta-feira, todo o procedimento preparativo para venda da SPA e concessão do Porto. “Entregamos oficialmente ao TCU, que já vem acompanhando. E a expectativa é exatamente essa (edital em novembro, e leilão em dezembro). Estamos ansiosos para virar mais essa página. Vai ser muito importante para toda a sociedade”. Para ele, trata-se de um processo diferenciado. “O TCU vem acompanhando já há algum tempo, o que vai permitir uma análise mais rápida”. Ele lembra que as empresas interessadas, em breve, terão acesso à sala de dados (dat room) com todas as informações sobre a Autoridade Portuária. “Nossa ideia é de que essa informação seja muito fluida. Trabalhamos com transparência”. ModelagemPovia acredita que a modelagem de concessão, que prevê tanto empresas com 5% de participação unitária, somando até 100% das ações, bem como companhias com 15%, mas restrito a um total de 40%, deve atrair interessados nos dois formatos. “Vamos ter interessados nos dois modelos. No modelo 15/40, talvez com menor número de players buscando uma alavancagem financeira com bancos e grandes fundos, enquanto no modelo 15/100, algo mais doméstico, de empresas se consorciando, buscando sinergia para seus negócios. Os dois modelos são válidos”. O secretário nacional de Portos, por sua vez, não acredita num retrocesso no processo de desestatização do Porto de Santos, em eventual mudança de governo. “Se houver o leilão esse ano, e o Brasil tem cumprido contratos historicamente, não imagino algum retrocesso. Mas, se o leilão não ocorrer esse ano, eventualmente, se houver outro governo, pode ser que esse cronograma mude. Mas apenas na linha no tempo. Está tudo muito alinhado”. [[legacy_image_208840]] VisitaAntes do Summit Antaq 20Anos, o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, foi recebido na sede do Grupo Tribuna pelo diretor-presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, e pelo diretor-presidente de ATribuna, Marcos Clemente Santini. Eles conversaram sobre os desafios do setor portuário e os investimentos projetados para o Porto de Santos nos próximos anos, devido ao processo de desestatização em andamento.