A JBS Terminais projeta um novo ciclo de crescimento após operar mais de 560 mil TEU (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) em menos de dois anos e prepara a ampliação de sua capacidade em 20%, com entrega prevista nos próximos 60 dias no terminal operado em Itajaí (SC). A estratégia combina expansão física, atração de novas linhas e foco em previsibilidade operacional, em um momento de maior aquecimento da demanda. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “Hoje a gente já está com mais de 560 mil TEU em menos de dois anos de operação. Tudo indica que esse ano a gente vai ter um ano de crescimento dentro dos dois dígitos. Vamos entrar em uma nova etapa de crescimento, atraindo novas linhas e transmitindo a confiabilidade”, afirmou o CEO da JBS Terminais, Aristides Russi Júnior. A empresa aposta na confiabilidade e na previsibilidade como diferenciais competitivos em um cenário marcado por instabilidades logísticas globais. A ampliação do pátio ocorre em um momento considerado estratégico pela companhia, acompanhando o aumento dos volumes. “Nos próximos 60 dias vamos estar concluindo essa expansão. Ao longo desse período, a gente vai entregar 20% de capacidade extra de pátio. Isso vem num momento estratégico, quando os volumes começam a aquecer e a gente precisa de capacidade adicional”, explicou. A JBS também destaca como diferencial a flexibilidade operacional. Com cerca de um quilômetro de cais e dez linhas de navegação atendidas, o terminal busca mitigar atrasos e oscilações provocadas por fatores externos, como conflitos geopolíticos. “A nossa principal diferenciação hoje no mercado é oferecer flexibilidade de berço. A gente sabe que hoje, por conta desses conflitos geopolíticos, os navios acabam atrasando. Colocamos a nossa capacidade para atender essa demanda dos clientes”, disse Russi. A empresa participa da Intermodal South America 2026, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo, que começou na última terça-feira (14) e termina nesta quinta-feira (16). Considerado o maior evento de logística das Américas, o encontro reúne empresas, operadores, autoridades e especialistas do setor para apresentação de soluções, networking e debates sobre o futuro da cadeia logística. “É quase que obrigação estar aqui. Estar perto dos clientes, dos parceiros, fornecedores. Principalmente por nós sermos um operador novo, estamos pelo segundo ano. É uma mensagem de que efetivamente há uma consolidação de um novo operador portuário no setor brasileiro”, afirmou o CEO. Além da operação, a empresa acompanha de perto a definição sobre o futuro do terminal de Itajaí, onde o contrato vigente termina em 18 meses. A companhia defende uma definição ainda em 2026 para garantir previsibilidade ao mercado. “A gente precisa ter uma definição de longo prazo. O que vai assegurar a sustentabilidade é um leilão”, disse. Caso o processo se estenda, a empresa considera necessária uma extensão contratual para evitar incertezas. “O que a gente não pode é chegar no final do ano sem uma definição. Se não tiver uma definição de longo prazo, que haja uma de curto prazo adequada, para não causar preocupação ao mercado”, afirmou. Segundo Russi Jr, a companhia já investiu cerca de R\$ 150 milhões para reestruturar a operação e defende a competição como fator positivo para o setor. “Nós somos um terminal público brigando com dois terminais privados, mas a gente gosta de competição. No final, quem ganha é o usuário, porque há disputa por eficiência e custo, o que gera valor para todo o ecossistema.”