Fabiana menciona projetos de última geração envolvendo Internet das Coisas, integração e conectividade (Divulgação) A tecnologia da informação (TI) evoluiu para a uma área estratégica, contribuindo diretamente para a eficiência de uma empresa portuária. Na Brasil Terminal Portuário (BTP), que opera contêineres no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, essa transformação é conduzida pela gerente de Tecnologia da Informação e Segurança da Informação, Fabiana Morgante Alencar, que há mais de 30 anos constrói uma trajetória profissional unindo tecnologia e atividade portuária. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “A tecnologia da informação deixou de ser apenas uma área de suporte para assumir um papel estratégico dentro do negócio. Está diretamente relacionada à continuidade da operação, à eficiência, à segurança e à qualidade dos serviços que prestamos”, afirma Fabiana. A gerente da BTP diz que a tecnologia dentro de um terminal de contêineres está em todos os lugares. “Desde antes da chegada da carga e do navio até depois que eles encerram seu ciclo no terminal. Por isso, o meu principal papel dentro da empresa é garantir a alta disponibilidade de todo esse ambiente, seja na parte de infraestrutura, redes, sistemas, dados ou cibersegurança”. Necessidade Entretanto, Fabiana explica que a escolha por soluções tecnológicas é criteriosa. “Usamos a tecnologia a favor das nossas demandas e não simplesmente pela tecnologia”. A mesma lógica é aplicada nos projetos de inteligência artificial em desenvolvimento na BTP. “Antes de escolher uma solução, precisamos entender qual problema queremos resolver, como utilizar a inteligência artificial de forma segura e quais benefícios ela poderá trazer. Por isso, iniciamos nossa jornada de IA pelo letramento sobre o tema”. A empresa também licenciou uma ferramenta de mercado para utilização de Large Language Models (LLMs), ou grandes modelos de linguagem, sistemas de inteligência artificial capazes de compreender e gerar textos. “Sabemos que IA vai muito além disso. Temos projetos voltados às áreas de negócio que utilizam outras disciplinas dentro da IA, como machine learning (aprendizado de máquina), com o objetivo de apoiar tomadas de decisão e aumentar a eficiência dos nossos processos”. Além disso, Fabiana menciona que estão em andamento projetos de última geração envolvendo automação, Internet das Coisas (IoT), integração e conectividade. Operação Em se tratando de automação, Fabiana explica que a preparação exige infraestrutura, sistemas, dados e segurança. “Antes de vermos a automação acontecendo na operação, existe toda uma infraestrutura tecnológica nos bastidores que precisa estar preparada para sustentá-la com segurança e disponibilidade. A implementação do 5G Privativo foi um diferencial para nós, pois trouxe a estabilidade que precisávamos para nossas operações, além de nos tornar pioneiros no uso dessa tecnologia na América do Sul entre terminais de contêineres A executiva destaca ainda que junto com a digitalização, cresce a preocupação com a cibersegurança. “A proteção não depende apenas de ferramentas, mas do comportamento das pessoas. Na BTP, não fazemos simplesmente campanhas, trabalhamos com uma jornada de segurança, porque entendemos que ela precisa ser contínua e envolver nossos colaboradores ao longo de todo o ano”, salienta. Carreira Com uma trajetória profissional construída em dois ambientes historicamente masculinos, Fabiana diz que enfrentou obstáculos, mas prefere destacar que conseguiu superá-los. Hoje, avalia a transformação digital como uma oportunidade para ampliar a presença feminina em áreas de dados, automação, cibersegurança, conectividade e inteligência artificial e aconselha futuras profissionais. “Não deixe que ambientes historicamente masculinos ou qualquer outra circunstância definam onde você pode chegar. Acredite, dê sempre o seu melhor em tudo o que faz, com muita paixão”, conclui a profissional da BTP.