Evento, em parceria com o Grupo Tribuna, reunirá executivos e discutirá desafios para competitividade da América Latina nos próximos anos (AAPA Latam/ Divulgação) A Guatemala deu um importante passo ao criar a primeira regulação unificada para o setor portuário: a Lei Geral do Sistema Portuário Nacional. Além de regular toda a cadeia produtiva e logística, ela norteará os avanços em infraestrutura, investimentos e segurança jurídica a fim de impulsionar a competitividade no mercado externo. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Sancionada pelo presidente Bernardo Arévalo, a Lei Geral do Sistema Portuário Nacional foi oficializada pelo Decreto 20-2026 e publicada no último dia 2 no Diario de Centro América, o diário oficial da Guatemala. A legislação entrará em vigor 30 dias após a publicação. O texto foi aprovado pelo Congresso da República da Guatemala com 123 votos favoráveis, no dia 5 de agosto. Agora, será necessário adequar os portos da Guatemala ao novo Marco Legal. Os desafios dessa adaptação serão discutidos no Congresso Latino-Americano de Portos 2026, promovido pela Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA Latam) entre os dias 1º e 4 de dezembro, na Cidade da Guatemala. A expectativa é reunir mais de 700 líderes dos setores marítimo, portuário e logístico para discutir os desafios que definirão a competitividade da América Latina nos próximos anos. O Grupo Tribuna é parceiro do evento. O que muda? A legislação ajusta uma importante cadeia econômica do país que se guiou por regras dispersas ao longo de 20 anos. O objetivo é alinhar planejamento em infraestrutura e investimentos a fim de eliminar gargalos, aumentando a eficiência operacional, a segurança jurídica e fomentando a competitividade do setor no mercado externo. Para isso, será criada a Autoridade Portuária Nacional (APN), que centralizará a regulação, o planejamento e a fiscalização de todos os portos públicos e privados, como Puerto Quetzal e Santo Tomás de Castilla. A Guatemala tem posição estratégica no comércio marítimo regional, com instalações portuárias nas costas do Pacífico e do Atlântico, no Caribe. O país movimentou 35,2 milhões de toneladas de carga em 2025, perfazendo uma alta de 13,3% em relação ao ano anterior, segundo a Comissão Portuária Nacional. Vale destacar que quase 75% do volume do comércio exterior do país é realizado por via marítima. Movimentação Segundo a AAPA Latam, quando três em cada quatro toneladas de mercadorias que um país comercializa com o mundo passam por seus portos, cada hora de atraso, cada limitação de capacidade e cada ineficiência logística acabam impactando toda a economia. Isso afeta exportadores e importadores, produtores, empresas que precisam de suprimentos e, em última instância, os consumidores. A entidade avalia que o recorde alcançado em 2025 é uma boa notícia, mas também um sinal de alerta, pois o crescimento exige a antecipação da infraestrutura necessária para sustentá-lo. De acordo com a AAPA Latam, ao abandonar uma abordagem fragmentada e adotar uma concepção sistêmica da infraestrutura portuária da Guatemala, será possível traçar uma projeção da capacidade para dez ou 20 anos, planejando onde concentrar investimentos, integrar portos com rodovias e quais mecanismos utilizar para atrair capital privado ao setor portuário. Inscrições Com localização geográfica privilegiada no coração da América Central, a Guatemala tornou-se um ator fundamental no comércio regional e intercontinental. Como braço regional da Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA), a AAPA Latam escolheu o País para a edição de 2026, que busca promover o desenvolvimento e a competitividade dos portos latino-americanos no cenário internacional. Mais informações e inscrições para o congresso estão disponíveis no site oficial do evento.