[[legacy_image_339179]] O Governo Federal ofereceu reajuste de 23% nos salários dos auditores fiscais agropecuários, que seriam implementados em duas fases, 2025 e 2026. A proposta, feita em reunião na última quinta-feira, é significativamente melhor que a anterior (14,5%). Ainda assim, não houve fechamento de acordo e a categoria deve decidir em assembleia, na próxima segunda-feira, se aceita ou não o índice. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) afirma prosseguirá com a chamada Operação Reestruturação, que reivindica valorização da carreira. Não há paralisação das atividades no segmento logístico, mas algumas mercadorias demoram mais tempo para serem liberadas nos portos brasileiros. Os auditores querem a reestruturação da carreira, com aumento dos níveis de ascensão de 13 para 20 e paridade entre aposentados e ativos. Eles esperam que o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) apresente um nova tabela na próxima semana. Segundo o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo, a tabela será levada à categoria em assembleia geral. Os auditores fiscais agropecuários estão mobilizados desde o dia 22 de janeiro e esclareceram que não estão em greve. “Não é greve, nem operação pente fino ou padrão. As atividades de defesa agropecuária não foram em nenhum momento suspensas, dentre elas, o diagnóstico de doenças e pragas previstas em programas de controle do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e a emissão de Certificado Veterinário Internacional para viagem de pets, bem como a vistoria de cargas vivas e perecíveis”. PrejuízoO presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), André Luís Neiva, afirmou que a paralisação dos auditores fiscais não afeta somente as empresas que movimentam cargas relacionadas ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mas todos os setores de comércio exterior estão sentindo os impactos como, por exemplo, “atrasos no cumprimento das programações, baixa produtividade, custos de armazenagem, demurrage etc.”. Meio ambienteOs servidores federais do Meio Ambiente também promovem mobilização reivindicando equiparação junto aos servidores da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A associação nacional desses servidores (Ascema Nacional) afirma que, ao longo de 2023, em sua jornada de trabalho, os servidores colocaram a vida em risco muitas vezes para salvaguardar não só a vida dos povos indígenas, mas também diversas áreas vitais. “Lamentavelmente, apesar das promessas, o Governo Federal parece ainda não reconhecer todo o esforço dos servidores da carreira de especialista em meio ambiente, mesmo com os resultados alcançados em 2023 na queda geral do desmatamento da Amazônia, hoje festejada dentro e fora do Brasil”, afirmou o presidente da Ascema Nacional, Cléberson Zavaski. Ele complementou dizendo que os servidores continuarão mobilizados, aguardando a resposta do Governo Federal. “Esperamos que nossas reivindicações justas sejam atendidas, para que a boiada não passe, para que os avanços na área ambiental continuem”. Procurado, o Governo Federal não se manifestou.