Marinha empregou efetivo de ponta em Santos, com embarcações, blindados e armas de grosso calibre (Silvio Luiz/AT/Arquivo) Fuzileiros navais da Marinha deixarão de patrulhar o Porto de Santos. O emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em portos e aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo foi encerrado nesta terça-feira (4) pelo Governo Federal. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A medida estava em vigor desde o dia 6 de novembro do ano passado e envolve um contingente de 3,7 mil militares atuando diretamente na segurança pública, contra o crime organizado. Como o prazo era de seis meses, terminaria em 3 de maio último, mas foi prorrogada por um mês. O principal objetivo do Governo Federal ao decretar a GLO, em novembro (decreto nº 11.765), foi garantir “a preservação da ordem pública”. Além de Marinha, Exército e Aeronáutica, também participaram das ações da GLO a Força Nacional de Segurança, a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal. “O Governo Federal seguirá apoiando a atuação integrada das forças de segurança do Brasil nos estados em ações contra o crime organizado. Na avaliação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o conhecimento gerado e as ações de inteligência desenvolvidas e aprimoradas representam um legado à gestão da segurança pública no País e, em especial, aos cidadãos brasileiros”, disse o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em nota. Segundo as informações divulgadas, entre 1º de novembro de 2023 a 3 de junho de 2024, foram apreendidas na operação 279,8 toneladas de drogas, sendo 20,5 toneladas de cocaína e 18,1 toneladas de pasta-base de cocaína, 317 armas, sendo 32 fuzis, 11,8 mil munições, sendo 10 granadas. Além disso, 3.826 pessoas foram presas, 505,7 mil veículos revistados e 11,9 mil fiscalizações em embarcações. Os dados são da GLO no País, já que não foram divulgados números específicos do Porto de Santos.