Pera ferroviária está sendo construída em área de 102 mil metros quadrados, atualmente da Marimex (Alexsander Ferraz/ AT) Com um ano e meio de operação, a Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips) tem perspectiva otimista de futuro. Segundo o CEO da Fips, João Almeida, a projeção de mais que dobrar o volume, dos atuais 50 milhões de toneladas para até 110 milhões em 2029. Clique aqui para seguir o canal de Porto no WhatsApp! “Nós conseguimos implementar as obras dentro do cronograma, não atrasamos nenhuma delas. Com isso, a gente já conseguiu aumentar capacidade. Mas não é só dinheiro que está na mesa, mas mudança de gestão e alinhamento com terminais portuários e a própria Autoridade Portuária de Santos (APS)”, afirma. Segundo ele, o setor ferroviário está fazendo sua parte para melhorar a cadeia logística do Porto de Santos. “Está fazendo a parte dele, muito antes do rodoviário. Tanto a Rumo, quanto a MRS e a VLI estão fazendo obras importantes. São obras estruturantes, e quem ganhará com isso, além da Margem Direita do Porto de Santos, vai ser o Guarujá, que vai quase dobrar sua capacidade de movimentação ferroviária”, aponta. Almeida lembra que o Plano de Desenvolvimento e Desenvolvimento do Porto de Santos, em 2020, previa, para daqui 15 anos, 95 milhões de toneladas de capacidade ferroviária. “Vamos entregar mais que isso, 11 anos antes”. Pera Em Santos, ele cita a importância da obra da pera ferroviária na área de Outeirinhos, próximo ao Terminal de Passageiros de Santos. “Começamos a construção no ano passado e estamos avançando rapidamente. A ideia é fechar o looping da pera em agosto de 2026. Mas podemos dizer que é algo disruptivo. Sem ela, nós estaremos estagnados”, avalia. A obra é construída em uma área de 102 mil metros quadrados (m2), atualmente ocupada pelo terminal da Marimex, que será transferido. A pera é um pátio circular que possibilitará o transbordo da carga sem a necessidade de desmembramento do trem.