Área arrendada possui 9,5 mil metros quadrados dentro do porto (Divulgação) O consórcio formado pelas empresas Macelog e Irmãos Britto, que arrematou o MAC16, no Porto de Maceió, em Alagoas, pretende impulsionar as exportações de minério de cobre. O MAC16 foi uma de três áreas estratégicas licitadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), na última quarta-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Em entrevista para A Tribuna, dirigentes de ambas as empresas portuárias afirmaram que a data da assinatura do contrato com a Antaq ainda não foi definida. O consórcio arrendou uma área de 9,5 mil metros quadrados (m²), dentro do porto organizado, pelo prazo de cinco anos. O investimento total é de R\$ 6,18 milhões. Trata-se de uma área brownfield, ou seja, já construída, com dois armazéns com capacidade para 5 a 6 mil toneladas de granéis sólidos cada. Nesses locais, as companhias realizarão movimentação, armazenagem e operação de minério de cobre exclusivamente para exportação. Serão realizados nove embarques por ano, cerca de 12 mil toneladas por embarque, alcançando em torno de 108 mil toneladas do produto. “A expectativa é de aumento na demanda pelo porto, especialmente com a implementação de novos armazéns, que irão facilitar os processos de exportação e importação. Anteriormente, algumas cargas precisavam enfrentar a descarga direta, o que gerava gargalos, principalmente devido à localização do porto na zona urbana, onde há restrições de trânsito”, afirma o diretor-executivo da Macelog, André Macena. Segundo ele, com esses investimentos, a performance operacional será significativamente melhorada, “trazendo mais agilidade às movimentações e maior segurança, graças às adequações técnicas, estruturais e documentais realizadas na área”, diz. Macena destacou ainda que o porto está se consolidando como uma importante porta de desenvolvimento para o estado. A exportação de minério, iniciada há poucos anos, tem potencial para um crescimento ainda maior, impulsionada pelas expectativas de estímulos econômicos provenientes do pacote de crescimento chinês. “A China, grande consumidora de minério de ferro do estado, representa uma oportunidade estratégica para expansão nesse setor”. Já o sócio-gerente da empresa Irmãos Britto, Luciano Britto, garante que o plano é investir o aporte previsto em menos tempo do que rege o contrato e que os concessionários não descartam operar outras cargas. “Caso o cliente interrompa as operações de minério de cobre, nossa ideia é captar outros tipos de granéis sólidos, tais quais fertilizantes ou alguma carga nova que precise de armazenagem”. Britto salienta que as exportações de minério de cobre via Porto de Maceió são recentes, cerca de três anos. “O negócio é estratégico para o porto porque as exportações do minério de cobre não existiam aqui antes”. Ele diz também que o negócio deverá gerar “5 empregos diretos e 300 indiretos. Atualmente, a Irmãos Britto opera “como agente marítimo” junto aos portos de Sergipe ao Rio Grande do Norte e como operador portuário em Maceió (AL) e Salvador (BA), ampliando para Recife (PE) e Suape (PE). As companhias portuárias não possuem negócios com o Porto de Santos. O porto é gerido pela Administração do Porto de Maceió (APMC), vinculada à Companhia Docas Rio Grande do Norte (Codern). Localizado entre as praias de Pajuçara e Jaraguá, é considerado um “porto natural”, de fácil acesso para navios, operando principalmente açúcar, sal, adubo, gasolina e melaço.