Ministério de Portos e Aeroportos autorizou expansão da poligonal do Porto de Santos em até 17,2 milhões de m² (Alexsander Ferraz/ AT) O Ministério de Portos e Aeroportos autorizou a expansão da área do Porto Organizado de Santos em até 17,2 milhões de metros quadrados (m²). A expansão atende parcialmente à solicitação da Autoridade Portuária de Santos (APS) de ampliar os limites do cais santista dos atuais 7,8 milhões de m² para até 20,4 milhões de m², no entanto representa um ganho de 56% em áreas terrestres. A portaria, assinada pelo ministro Silvio Costa Filho, foi publicada nesta terça-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU). Clique aqui para seguir agora o canal de Porto no WhatsApp! Segundo a APS, o aumento inclui áreas terrestres e áreas de fundeio e deposição de resíduos de dragagem, em pleno mar. Em áreas terrestres, que poderão comportar novos terminais e infraestrutura portuária, a área do Porto foi de 9,3 milhões de metros quadrados para 14,5 milhões de metros quadrados, o que representa um crescimento de 56%. Para o presidente da APS, Anderson Pomini, a expansão parcial já é uma conquista. “É uma ampliação que permite preparar o Porto para as próximas décadas, tendo em vista o aumento da movimentação de cargas. Com isso, será possível atrair novos investimentos, gerar empregos e tornar o Porto mais eficiente, contribuindo para a economia do Brasil”, afirma. Contudo, as áreas consideradas prioritárias para a gestora do complexo portuário santista não foram incluídas nesta primeira etapa. São elas: a Vila dos Criadores, na Alemoa, em Santos; o Ecopátio, em Cubatão; e um território de 6,2 milhões de m², na Área Continental de São Vicente. A APS enviou o pedido de aumento da poligonal ao ministério em 2024, embasado com documentação anexa justificando a necessidade e viabilidade da expansão. Em 2025, o Governo Federal realizou consulta pública. Após análises, o ministério decidiu atender à solicitação, publicando nesta terça-feira a ampliação da área do Porto Organizado de Santos. Áreas A área mais visada do plano de expansão do Porto é a Vila dos Criadores, na Alemoa, em Santos, de 420 mil m². Contudo, trata-se de um terreno contaminado pelo antigo lixão e ocupado por cerca de 5 mil pessoas. Localizada junto ao Rio Casqueiro, no limite entre Santos e Cubatão, a área está envolvida em um imbróglio jurídico que se arrasta há 23 anos. O Ecopátio, que fica em Cubatão, também havia sido alvo da solicitação de inclusão. Em janeiro do ano passado, a Prefeitura de São Vicente ofertou à APS um espaço verde localizado na Área Continental, de 6,2 milhões de m². A região equivale a 574 campos de futebol e fica entre o Conjunto Residencial Humaitá e a margem do Rio Santana, próximo ao km 280 da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega. São Vicente também ofereceu o Porto de Naus, ruína histórica situada sobre uma área de 850 mil metros quadrados, onde foi construído o primeiro trapiche alfandegado do Brasil e, depois, um engenho de açúcar, próximo à Ponte Pênsil. O objetivo é ter novos acessos hidroviários nessas regiões.