Sob críticas, representantes da empresa apresentaram o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (Sílvio Luiz/AT) Os pescadores artesanais mostraram muita preocupação com os impactos ambientais e econômicos da expansão do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), da Ultrafértil, que pertence ao Grupo VLI e fica na Área Continental de Santos. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! O sentimento mostrou-se evidente durante a audiência pública promovida pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) envolvendo o licenciamento ambiental do empreendimento, realizada ontem, no Teatro Guarany, em Santos. Marly Vicente, presidente do Instituto Socioambiental e Cultural da Vila dos Pescadores, em Cubatão, deixou claro que não é contra o progresso, mas o deseja com equilíbrio, sem apenas o olhar nos lucros. “No entorno de onde está sendo impactado, a dois quilômetros, está a Vila dos Pescadores, com pessoas que têm história. Queremos que a empresa traga propostas e não caviar. Queremos o arroz com feijão, que o pescador vá e traga o peixe”, comenta. Paulo Bogea, gerente geral responsável pelas operações do Tiplam, explicou que a expansão mais do que dobrará a movimentação anual (de 17 para 45 milhões de toneladas). “Vamos colocar mais quatro berços, mais sete armazéns, mais duas moegas ferroviárias e outras duas rodoviárias, além de dois tombadores. Também vamos levar o calado para 17,25 metros, acrescentar 25 quilômetros de ferrovia, ampliar a portaria, a ponte ferroviária e viadutos”, detalha. Representante de uma colônia de pescadores de Santos, Rogério Rocha deixa claro que os pescadores são os maiores prejudicados. “Eles perdem o seu poder econômico. Algo tem que ser voltado para o pescador e não só para a comunidade da qual ele faz parte”, afirma. Respostas Paulo Bogea deixou claro que haverá geração de empregos </MC>para moradores da região. “É o foco do empreendimento”, define. Estão previstas 4 mil vagas para as obras - com duração de três anos - e 600 na operação do terminal. Além das considerações dos presentes, também foram apresentados o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), que concluiu pela viabilidade prévia do empreendimento, desde que seguidas as condições estabelecidas no processo de licenciamento e implementados os programas ambientais propostos. Nas fases de planejamento e implantação da obra, a maioria dos impactos é de natureza negativa. “Pela participação da sociedade hoje (ontem), notamos que um dos principais impactos colocados foi a possível interferência sobre a atividade pesqueira. Existem alguns programas ambientais específicos, dentre eles o Programa de Apoio à Pesca, onde são colocadas medidas para valorizar a atividade e, especialmente, criar fórum participativo”, explica Gimel Roberto Zanin, coordenador técnico da CPEA, empresa responsável pelo estudo.