A preocupação é quanto à possibilidade de perda de exclusividade no trabalho nos portos brasileiros (Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) Uma greve nacional dos estivadores com duração de 12 horas está marcada para ocorrer nesta quarta-feira (20). A deliberação pelo movimento aconteceu em reunião do Conselho da Federação Nacional dos Estivadores. Outra está prevista para 3 de junho, porém com 24 horas. A preocupação é quanto à possibilidade de perda de exclusividade no trabalho nos portos brasileiros. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Dentre as entidades que aderiram, está o Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva). O movimento, no entanto, está dividido por causa de reunião convocada para nesta quinta-feira (21), em Brasília, pelo deputado federal Arthur Maia (União-BA), com as federações do setor. O parlamentar é responsável pelo relatório final do Projeto de Lei (PL) 733/2025, que tramita na Câmara e vai atualizar o marco legal do setor portuário. A entrega aconteceria em 10 de abril, mas ainda não foi feita. “Não aceitamos a desmobilização da greve. Todas as estivas do Brasil tinham aderido, mas a reunião convocada pelo relator fez com que algumas parassem com o movimento”, afirma o presidente do Sindiestiva, Bruno José dos Santos. O encontro do parlamentar será com as três federações que representam trabalhadores avulsos do setor no Brasil. “Se é feita uma greve e a pessoa chama para negociar e conversar, temos que prestigiar o processo de negociação. Na sexta-feira, teremos uma outra com os presidentes da estiva do Brasil para avaliar o resultado e deliberar os próximos passos”, diz o presidente da Federação Nacional dos Estivadores (FNE), José Adilson Pereira.