Eduardo Nery deixou o cargo nesta terça (18), após mais de quatro anos (Sílvio Luiz/AT) O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Eduardo Nery, deixou o cargo nesta terça-feira (18), após quatro anos e quatro meses de gestão. Ele ingressou na autarquia em outubro de 2020. Em seu pronunciamento, durante a divulgação da movimentação nos portos em 2024, ele destacou o aperfeiçoamento de processos regulatórios que agilizaram autorizações e investimentos no setor portuário. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Como já havia dito em entrevista para A Tribuna, publicada no último domingo, uma das principais iniciativas foi capacitar servidores a fim de alinhar as medidas regulatórias brasileiras às internacionais para facilitar o comércio internacional. “Um navio que desatraca em Roterdã estará atracando em Santos ou outro porto do País 30 dias depois, e a gente precisa ter uma regulação em acordo com o que é praticado lá fora”, reafirmou ontem, durante o seu pronunciamento. Nery mencionou ainda outra iniciativa. “Passamos de uma agência regulatória que poderia interferir além do que o mercado esperava, para uma agência de regulação responsiva, com uma abordagem mais direcionada aos esforços de fiscalização daqueles que apresentam um comportamento recorrente de infrações”. O diretor-geral substituto da autarquia, Wilson Lima Filho, prestou uma homenagem ao colega. “Uma de suas principais metas foi o aperfeiçoamento dos processos, sempre incorporando os recursos da tecnologia da informação para torná-los, dentro das possibilidades, mais rápidos e eficientes”. Lima Filho apontou ainda que Nery manteve a Antaq alinhada ao Ministério de Portos e Aeroportos, contribuindo, por exemplo, com a aprovação do Plano Geral de Outorgas de Hidrovias, aprovação e a implementação do programa Navegue Simples. O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rego, ressaltou a hábil articulação de Nery, que é servidor de carreira do TCU, ao estreitar a relação entre a agência reguladora e a Corte de Contas. “O Brasil ganhou um grande diretor-geral. Temos hoje uma agência diferenciada, que pode trazer do mundo, como já fez, os recursos necessários para investimentos no Brasil”.