Ecoporto é um terminal multipropósito, que movimenta cargas soltas incomuns, incluindo equipamentos para a indústria e máquinas pesadas (Vanessa Rodrigues/ AT) A renovação do contrato de arrendamento do Ecoporto pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e a mudança da área ocupada para outra ao lado, da mesma metragem, também no cais do Saboó, enfrentam forte pressão contrária dos grandes armadores, que querem toda aquela região para contêineres. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A saída do Ecoporto do espaço atual é necessária para dar lugar ao novo terminal de passageiros, que também enfrenta protestos do setor de contêineres. O destino do Ecoporto, porém, é incerto, já que o contrato com a APS terminou no ano passado e a empresa só segue operando por causa de três prorrogações. A última, no início deste mês, termina em seis meses. Uma audiência pública sobre o tema era para ter sido realizada ontem na APS, mas foi cancelada. A Tribuna apurou que empresários interessados na área fizeram um movimento junto a autoridades, em Brasília, para que o processo não avance. Oficialmente, porém, o presidente da APS, Anderson Pomini, explicou que “trata-se de um tema tão importante que o próprio Ministério de Portos e Aeroportos decidiu por marcar uma audiência específica”. Ganhos Questionado por A Tribuna, o Ecoporto, que faz parte do Grupo EcoRodovias, afirma, em nota, que a transferência do seu terminal para a nova área não impede a expansão das operações de contêineres e “ainda resultaria em ganhos de eficiência ao Porto de Santos”. Diz, ainda, que eventual prorrogação do contrato será objeto de um “plano de investimentos robusto” a ser discutido e aprovado pelo poder concedente. “Acreditamos que a manutenção das operações do Ecoporto é uma solução para viabilizar investimentos necessários e imediatos ao Porto de Santos, mantendo empregos e pagamentos de impostos”. O Ecoporto ressalta ser responsável por mais de 90% de toda a carga de projeto movimentada no cais santista, sendo o único terminal multipropósito da região com experiência para operar cargas especiais e de grandes dimensões. “Os terminais multipro-pósito têm como foco a movimentação de cargas soltas, de dimensões incomuns, incluindo insumos e equipamentos que viabilizam projetos de alta complexidade em diversos setores, incluindo indústria, energia, infraestrutura e outros”. A empresa acrescenta que essa flexibilidade para movimentar outros tipos de cargas, como máquinas e componentes do setor industrial, contribui para a economia do País e ajuda consolidar o Porto de Santos como um hub logístico de excelência.