Fabrício Lopes, Denis Gerage, Fábio Ferraz, Solange Freitas, Antônio Carlos Silva Gonçalves, João Menano e Thaís Margarido estiveram no primeiro painel do dia na Câmara santista (Alexsander Ferraz/AT) Cada vez mais, a mobilidade urbana ganha importância na vida cotidiana. Para quem transita pelo ecossistema portuário, o desafio parece ainda mais complexo. Equacionar questões de acessos é consenso, mas a forma como fazer exige, sobretudo, integração e diálogo. Essa foi a mensagem do painel que abriu o 1º Encontro Porto & Mar deste ano, promovido nesta segunda-feira (14) pelo Grupo Tribuna. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A busca por soluções deve ser constante e, de preferência, aderente a um porto em constante crescimento, mas sem deixar de aproveitar uma boa onda de investimentos. “As grandes intervenções vão acontecer, precisamos ser um pouco mais crentes nas coisas”, afirma o secretário de Governo de Santos, Fábio Ferraz. “Devemos focar nos acessos à Alemoa e à Avenida Perimetral. Essas são as prioridades, do ponto de vista de visão de Cidade”. O secretário destacou a importância do futuro megaterminal Tecon Santos 10 e ponderou pontos a serem observados quanto aos impactos do empreendimento. “Sem essas intervenções acontecendo, teremos problemas. Quero convocar todo o setor para ter uma voz única, para que esses dois acessos aconteçam em curto prazo. O Tecon vai acontecer”. Presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA), João Menano vai na mesma linha. “Esperamos que se confirmem as obras em andamento no entorno do viaduto (já existente) da Alemoa, onde será alterado o fluxo viário, algo que melhorará a drenagem e pavimentação com possível ganho de uma faixa de rolagem; a confirmação do novo viaduto de acesso entre a Via Anchieta e Saboó; e a confirmação da construção do novo viaduto dos fundos da Alemoa”. O presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves, reforçou outro ponto a ser corrigido na questão dos acessos: estacionamentos aos caminhões. “Com foco nos bairros da região retroportuária, porque os caminhões não têm onde parar e vão para o São Manoel, Piratininga, Bom Retiro, Chico de Paula, convivendo com a região residencial”. PLANEJAMENTO O subsecretário estadual de Logística e Transportes, Denis Gerage, lembrou que o Governo do Estado trabalha na elaboração de um plano de logística e investimento para 2050, com um diagnóstico identificando gargalos. Santos está entre a cidades já observadas. “A gente parte com grandes desafios. Fizemos simulações de alguns cenários para identificar soluções de médio e longo prazo. Faremos alguns encontros regionais, e Santos, vai ser um dos pontos de encontro”, explicou. PRESENÇA E GRUPO A secretária de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá, Thaís Margarido, afirma que a Cidade busca estar em concordância com a expansão portuária. “É um momento único. A área retroportuária é uma realidade em Guarujá. Hoje a gente discute, não só a implantação do distrito retroportuário, como a modelagem para aplicar o desenvolvimento”. O secretário de Indústria, Porto, Emprego e Empreendedorismo de Cubatão, Fabrício Lopes, acrescenta que o desenvolvimento econômico não pode esquecer o aspecto social. “A gente não pode passar na beira da Via Anchieta e ficar passivo. A riqueza precisa servir ao povo”. Por fim, a deputada estadual Solange Freitas (União) reforçou a importância do diálogo de vários setores da sociedade. “Um grupo de trabalho poderia ter representantes da Alesp, das prefeituras, mas sobretudo, da sociedade”. Farid Madi: “Vivemos um momento estratégico" (Alexsander Ferraz/AT) SOLUÇÕES O prefeito de Guarujá, Farid Madi (Pode), lembrou que, ainda em 2004, ano em que foi eleito pela primeira vez para o comando do Executivo, participou das primeiras discussões sobre áreas retroportuárias, e que o momento, hoje, pede entendimento na busca por soluções para as questões de mobilidade. “Vivemos um momento estratégico, com túnel imerso, terceira pista da Imigrantes, Aeroporto Civil Metropolitano... Nós temos que avançar, discutir para que possamos chegar no melhor entendimento e que os impactos com obras de infraestrutura sejam amenizados nas nossas cidades”.