Porto de Roterdã, na Holanda, esteve no roteiro de visitas; ele é um dos mais tecnológicos e eficientes do mundo na movimentação de cargas (Maurício Martins/AT) Exemplos de eficiência, integração de operações, sustentabilidade e novas tecnologias empregadas nos portos da Europa podem ser aplicados nos portos brasileiros. Essa é a avaliação do presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, e do secretário nacional de Portos, Alex Ávila, que retornaram nesta segunda (17) de uma viagem a instalações portuária europeias, que começou no último dia 10. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! Eles visitaram o Porto de Antuérpia, na Bélgica, e de Roterdã, na Holanda, com o objetivo de estreitar relações e promover a cooperação para o intercâmbio de conhecimento sobre tecnologias. A primeira parada foi no Euroterminal Antuérpia (AET) um dos maiores terminais multipropósito do mundo. O local opera contêineres, cargas gerais e veículos, otimizando o fluxo de mercadorias com alta eficiência. Ainda na Bélgica, a delegação brasileira também visitou o maior terminal de contêineres da Europa, o MSC PSA European Terminal (MPET), e acompanhou de perto os avanços s em transição energética e combustíveis sustentáveis. A iniciativa está alinhada com as estratégias de concessões e leilões do setor portuário brasileiro, que priorizam o desenvolvimento sustentável. Já o Porto de Roterdã, um dos maiores do mundo em movimentação de contêineres, foi a segunda parada da missão. O foco principal da visita foi a tecnologia empregada para garantir sinergia entre os diversos terminais. A integração das operações é um dos pontos fortes do porto holandês, permitindo que terminais multipropósito, terminais exclusivos para contêine-res e operações de turismo coexistam de maneira eficiente. Segundo Alex Ávila, a Europa é uma parceira comercial estratégica do Brasil, e conhecer de perto seus complexos portuários permitem trocar experiências valiosas. “O Porto de Roterdã e o terminal de contêineres MPET, na Bélgica, estão muito avançados em tecnologia, sustentabilidade e ESG. Essa visita reforça que estamos no caminho certo com nossa agenda de concessões e leilões, focada no desenvolvimento sustentável. Aprender com essas práticas nos ajuda a aprimorar nossa infraestrutura logística e criar oportunidades alinhadas ao que o mundo desenvolvido já pratica”, ressaltou o secretário. Exemplos devem embasar projetos no cais santista A viagem aos portos europeus foi realizada a pedido do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, com o objetivo de trazer boas práticas para os portos brasileiros, em especial Santos e Itajaí (SC), ambos administrados pela Autoridade Portuária de Santos (APS). “O aprendizado será essencial para aprimorar os processos e modernizar a infraestrutura portuária nacional”, afima o MPor. O presidente APS, Anderson Pomini, ressaltou que, no caso do Porto de Santos, a viagem foi fundamental para embasar projetos estratégicos. “Podemos citar como exemplo o leilão do Tecom (terminal de contêiners) 10 (que ficará no STS10, área no cais do Saboó), além de obras estruturais como o túnel Santos-Guarujá e a implementação do VTMIS (Vessel Traffic Management Information System). Essas iniciativas prometem elevar a competitividade do Porto, tornando-o referência na América Latina”, diz Pomini. Além disso, diz o presidente da APS, a visita demonstrou a importância da conexão do porto com a cidade, garantindo um desenvolvimento sustentável e harmonioso. “Algo que os portos brasileiros buscam replicar”, afirmou. Edifício-garagem Outro destaque da viagem foi a visita ao edifício-garagem para veículos no Euroterminal Antuérpia (AET) , que não só protege os automóveis, mas também libera espaço no pátio, melhorando a logística interna. Além disso, o terminal se destaca pela transição energética, com geração de energia eólica e um cais de três quilômetros totalmente eletrificado. Esse modelo sustentável demonstra como a tecnologia pode tornar a logística portuária mais eficiente e ambientalmente responsável. “Além do intercâmbio técnico, a iniciativa abre caminho para futuras parcerias e investimentos que podem impulsionar a competitividade dos portos brasileiros no cenário internacional”, explica o MPor.