STS08, na zona industrial da Alemoa, ao lado da Petrobras, em Santos, também será leiloado em 2024 (Divulgação/APS) Os primeiros leilões de terminais portuários em 2024 foram confirmados para agosto: serão três áreas em Recife (PE). Elas estavam na lista das seis que seriam leiloadas no último dia 23, mas tiveram o processo suspenso por causa das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O anúncio foi feito ontem pelo ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, durante visita em Recife. O leilão será realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A expectativa é de que os contratos somem cerca de R\$ 60 milhões. As áreas leiloadas serão REC08, para granel sólido vegetal (malte, trigo, milho), REC09, para carga geral e granel sólido (arroz), e REC10, para carga geral e granel sólido (barrilha). O primeiro bloco de leilões, que aconteceria no último dia 23, incluía mais uma área em Recife, a REC04 (granéis sólidos e carga geral), com previsão de investimentos de R\$ 3,6 milhões. Além disso também estavam no pacote a RIG10, no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul (expectativa de R\$ 7,8 milhões para carga geral), e uma no Porto do Rio de Janeiro (RJ), a RDJ06, com armazenagem e movimentação de carga geral líquida, prevendo R\$ 22,2 milhões em investimentos. Ainda não há data prevista. Os seis terminais serão arrendados com prazo máximo de dez anos. Outros blocos O segundo bloco dos pregões tem três locais. O ITG02, em Itaguaí (RJ), é o maior de todos em investimentos: R\$ 3,5 bilhões. O projeto deve incluir quase toda a operação do porto, com o terminal e o canal de acesso. A movimentação é de granel sólido mineral e a concessão de arrendamento é de 35 anos. Já o terminal POA26 fica em Porto Alegre (RS), tem investimento de R\$ 29,6 milhões e movimentação de granel sólido, enquanto o VDC04, em Vila do Conde (PA), chega a R\$ 13 milhões para granéis sólidos minerais. Os dois tem prazo máximo de 10 anos. Ainda não há data fechada para os leilões. No terceiro bloco, são sete terminais. Em Santana (AP), o MCP01 e o MCP03 têm prazo de 25 anos e investimentos de, respectivamente, R\$ 84,6 milhões e R\$ 88,9 milhões. Movimentam granel sólido vegetal. Em Vila do Conde (PA) são as áreas VDC10 e VDC29. A primeira é para granel sólido mineral e tem valor de R\$ 1,1 bilhão, a outra é para granel vegetal, com previsão de R\$ 716 milhões. A concessão será de 25 anos para cada. Em Paranaguá (PR), há delegação de competência para que os leilões dos terminais PAR14 e PAR15, os dois para granéis sólidos vegetais, sejam tocados localmente. Os investimentos alcançam, respectivamente, R\$ 1,2 bilhão e R\$ 656,9 milhões, com concessão de 35 anos para ambos. Em Fortaleza (CE), o MUC14 é para contêine-res, com prazo de 25 anos e R\$ 360,4 milhões em investimentos. Em Santos Outro leilão previsto é do STS08, na Alemoa, em Santos, com investimento de R\$ 491 milhões. O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, garante que o edital será publicado este ano. A delegação de competência permite à APS cuidar do pregão.