Paula Bertelli (BTP/ Divulgação) A comunicação é um dos pilares estratégicos do setor portuário. Além de mostrar a complexidade das operações na movimentação das riquezas que o País produz e o quanto os portos impactam a vida da população, ela fortalece a reputação das empresas e constrói relacionamentos com diferentes públicos, pontua a gerente de Comunicação, Marketing e Responsabilidade Social da Brasil Terminal Portuário (BTP), Paula Bertelli Chaves dos Santos. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! “Muitas vezes, a população conhece o porto visualmente, mas não compreende sua dimensão e sua importância para o desenvolvimento da região. Por isso, é importante mostrar que o Porto não está separado da cidade. Ele faz parte do território e pode deixar um legado positivo para a comunidade”, afirma Paula. “A comunicação ajuda justamente a construir essa conexão, dando visibilidade aos investimentos, projetos sociais e iniciativas que aproximam o porto da sociedade”, complementa. Com passagem por agências de publicidade, veículos de comunicação e instituições financeiras, a executiva destaca que a diversidade de experiências foi determinante para construir uma visão estratégica da comunicação de um setor tão relevante quanto o portuário. “A comunicação precisa estar em total sinergia com o dinamismo do negócio e os anseios da sociedade. Atualmente, o Porto já está inserido na pauta recorrente de jornais, programas de rádios e de televisão, um fato que há alguns anos não era uma realidade e representa uma mudança muito positiva”. Paula salienta que cabe ao seu setor dar visibilidade às iniciativas da empresa na relação Porto-Cidade. “Nos últimos dez anos, mais de 125 iniciativas receberam apoio da BTP por meio de leis de incentivo fiscal. Em 2026, são 29 projetos apoiados, alcançando mais de 350 mil pessoas na Baixada. A comunicação tem justamente o papel de conectar essas histórias, dar visibilidade a esses impactos e mostrar que, por trás de uma grande operação portuária, existe também um compromisso com as pessoas e com o desenvolvimento da região”. Em relação ao avanço célere da tecnologia, ela avalia que a inteligência artificial pode ser uma aliada, mas frisa que o diferencial continuará sendo humano. “O porto do futuro será mais tecnológico e inclusivo, mas não será definido apenas por máquinas e sim por pessoas capazes de operá-las, interpretá-las e evoluí-las”. Proximidade Paula projeta, para os próximos dez anos, uma comunicação mais integrada às agendas de inovação, sustentabilidade e ESG. “A comunicação será mais transparente e próxima. Os públicos vão querer saber não apenas o que uma empresa faz, mas que impacto que ela gera, quais são seus compromissos e como transforma esses compromissos em ações concretas”. A gerente comenta ainda que a transição tecnológica tem contribuído para a diversidade e inclusão em um setor historicamente masculino. “Estamos vivenciando um importante momento de transformação nos portos brasileiros com a ampliação da presença de mulheres no setor, conquistando espaços desde a operação de grandes equipamentos portuários até cargos de liderança executiva”. Ela diz que, na BTP, as mulheres ocupam mais de 55% das lideranças em nível gerencial e a empresa é o único terminal de contêineres do Porto de Santos a contar com uma operadora de bordo em cada turno de trabalho. “Toda mulher traz consigo experiências e perspectivas que enriquecem os ambientes em que atua. Quanto mais plural é uma equipe, maior é a capacidade de compreender diferentes públicos e construir soluções mais completas”. Para as mulheres que desejam construir carreira no setor portuário, Paula recomenda: “Estejam abertas às oportunidades, mostrem seu potencial e não tenham medo de ocupar espaços. O setor portuário está se transformando e há cada vez mais espaço para mulheres em diferentes áreas e posições”.