Porto de Suape, em Pernambuco, tem dois quilômetros de cais e cinco berços: meta é construir mais dois (Rafael Medeiros/Governo de Pernambuco) Com 45 anos de vida e a 40 quilômetros de Recife, o Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco, está navegando em diversas rotas: a da expansão, do agro e da descarbonização. Os três caminhos acabam se unindo, diz o diretor-presidente Marcio Guiot, que esteve na última quarta-feira no Grupo Tribuna. Clique aqui para seguir agora o canal de Porto & Mar no WhatsApp! “Temos muita área para expansão. Hoje, o Porto de Suape tem em torno de 2 quilômetros de cais. São cinco berços, mas, pelo plano diretor, podemos chegar a dez. Nossa intenção é aumentar o cais com mais dois berços, 6 e 7”, projeta. A vocação desses futuros espaços, revelou Guiot, seria a movimentação de grãos. “Apesar do potencial que Suape tem, nós não estamos na rota do agro. Temos até um programa para isso, para realmente termos essa carga tão importante para o País movimentada por Suape”, observa. Um terminal de veículos deve ser licitado no próximo ano e um novo de contêineres está em empreendimento. O Complexo está instalado em uma área de 17,3 mil hectares, equivalente a 17 mil campos de futebol. “A gente vive, na prática, as integrações do porto-indústria e do porto-cidade. Nós somos um porto novo, nascido com uma concepção diferenciada, afinal 59% do nosso território é de área de proteção ambiental. Ela cumpre o papel tanto ambiental quanto de amortecimento entre a nossa atividade industrial portuária e a cidade”, explica. Sustentabilidade O olhar da sustentabilidade em Suape também está no hidrogênio verde, combustível limpo e sustentável que se produz por eletrólise de água com energia renovável. “A gente está pronto para exportar o hidrogênio verde. Principalmente para atrair as indústrias, para que elas façam o seu processo produtivo em território nacional, tomando por base e se beneficiando da matriz energética limpa que o País já tem”, afirma. O diretor-presidente do Porto de Suape também revelou que anunciará, em breve, a primeira planta industrial de e-metanol, uma tendência em combustível marítimo. “São quase R\$ 22 bilhões de investimentos previstos até 2030, entre públicos e privados. A infraestrutura tem que estar pronta para os navios e também resiliente para as mudanças climáticas”.