Vídeo registra o momento em que navio cargueiro atinge as balsas fFE-14 e TB-15. na noite de segunda Santos (Reprodução) A Capitania dos Portos de São Paulo instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidente e Fatos para apurar as causas e responsabilidades do acidente envolvendo o navio cargueiro Seaspan Empire, de bandeira de Singapura, e duas balsas que fazem a travessia Santos-Guarujá, na noite de segunda-feira (16). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em entrevista à TV Tribuna, na tarde de terça-feira (17), o capitão dos Portos de São Paulo, capitão de mar e guerra Leandro Gomes Mendes, reforçou que é necessário aguardar o resultado da investigação para saber o que de fato provocou o acidente no Canal do Porto de Santos. “Esse inquérito vai poder nos passar exatamente o que aconteceu, porque temos questões testemunhais, periciais e documentais para ver se as embarcações estavam ok ou não; além disso, verificar se todos os regulamentos foram cumpridos. Então, se nos apegarmos somente a um fator desses, podemos desprezar outros”, pontuou o capitão. “Apesar da grande ansiedade de todos saberem o que aconteceu, é o inquérito que vai prover todas essas respostas, quem estava cometendo alguma falta ou não, se houve algum problema de máquinas. Tudo isso já está acontecendo desde o registro do acidente”, complementou Leandro Gomes Mendes. A Marinha reforçou a importância da condução prudente das embarcações e da manutenção dos equipamentos de segurança. Balsas FB-14 e FB-15 (à esquerda e à direita da imagem) permaneceram atracadas e fora de operação (Alexsander Ferraz/AT) Como foi O navio cargueiro Seaspan Empire atingiu duas balsas que atravessaram o canal de navegação, por volta das 22 horas de segunda-feira. Não houve feridos. Em um vídeo recebido por A Tribuna, é possível ver as balsas FB-14 e FB-15, que fazem a travessia entre Santos e Guarujá, no meio da rota por onde o navio passaria. Mesmo com o porta-contêineres avançando, elas continuam na frente. O cargueiro bate e arrasta uma das balsas por alguns metros. Pessoas que estavam nas balsas se jogaram no mar. Praticagem Em nota, a Praticagem informou que as balsas navegavam a contrabordo uma da outra e que foi feito contato com o ferry boat quando o navio passava pelo Armazém 35, “mas uma das balsas e a outra que estava em manutenção sendo rebocada inadvertidamente atravessaram na frente do navio”. Segundo a Praticagem, os quatro tripulantes das balsas (o comandante mais os marinheiros) pularam na água. “Os marinheiros das lanchas da Praticagem resgataram os quatro que não se feriram. Como as balsas estavam vazias, sem veículos a bordo, não houve nenhum problema mais grave”. Navio Seaspan Empire estava atracado em terminal na manhã de terça-feira (17) (Alexsander Ferraz/AT) Autoridade Portuária Em vídeo, o diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, comentou o caso e destacou que este episódio reforça ainda mais a importância da construção do túnel Santos-Guarujá. “Não é razoável que uma rota de logística de escala global continue sendo compartilhada dessa maneira. A construção do túnel Santos-Guarujá é uma medida estrutural de segurança da navegação, de proteção à vida e de eficiência operacional. Separar o tráfego portuário do tráfego urbano é uma decisão técnica, moderna e absolutamente necessária”. A APS informou que o navio Seaspam Empire seguiu para a área de fundeio e depois atracou no terminal DP World. A navegação no Porto não foi interrompida. Estado Também em nota, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Coordenadoria de Travessias, confirmou que, no momento do acidente, as balsas FB-14 e FB-15 estavam fora de operação e ocupadas apenas por suas tripulações, sem veículos de passeio ou passageiros. A Semil explicou que não houve feridos e os danos foram materiais. “Diante do ocorrido, as embarcações envolvidas estão fora de operação no lado de Santos, aguardando determinação da Capitania dos Portos. A travessia de balsas entre as cidades opera normalmente com as demais embarcações da frota”. Ainda de acordo com a Semil, a Coordenadoria de Travessias acompanha a apuração dos fatos junto às autoridades marítimas.