A Cofco arrendou a área de 98 mil metros quadrados na Margem Direita do Porto de Santos por 25 anos, prorrogáveis até o limite de 70 anos (Alexsander Ferraz/AT) A meta da Cofco International é ampliar o seu volume de exportação anual das atuais 4,5 milhões de toneladas para 14,5 milhões de toneladas a partir de 2026. Para isso, a gigante chinesa está investindo no STS11 US\$ 285 milhões, o que na conversão da moeda se aproxima de R\$ 1,6 bilhão. A companhia arrendou a área de 98 mil metros quadrados na Margem Direita do Porto de Santos por 25 anos, prorrogáveis até o limite de 70 anos de concessão. Em entrevista para A Tribuna nas futuras instalações, o diretor de Operações da Cofco International, Sérgio Ferreira, disse que o Porto de Santos é o carro-chefe da companhia, no Brasil. “Sem dúvida é um Porto muito importante. Hoje, a gente opera, no T-12A, entre 4 milhões e 4,5 milhões de toneladas em exportação anualmente e vamos pular para 14,5 milhões de toneladas em 2026, incluindo todas as commodities que a gente tem participação no Brasil, que são soja, milho, farelo e açúcar”. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Cofco arrematou o STS11 em leilão no ano de 2022 e, no segundo semestre, já começou a demolir as estruturas instaladas por arrendatárias anteriores como a Bracel, a Rodrimar, a Eldorado e a Cereal Sul, que pertencia à companhia chinesa. “Iniciamos as construções das edificações em 2023. Estamos dentro do cronograma e a nossa expectativa é já estar operando a fase 1 no final de março do ano que vem e a fase 2, no final do ano. Na fase 1, nossa capacidade será em torno de 7,5 milhões de toneladas e, na fase 2, com o porto (terminal) totalmente construído, 14,5 milhões de toneladas”, afirmou o gerente de Operações. Ferreira disse que, com o STS11 em plena operação, o número de funcionários da empresa deverá saltar de 183 para até 500 pessoas no Porto de Santos. Destino principal Segundo Ferreira, atualmente, 90% das exportações da Cofco têm como destino a China, e a expectativa é que o país asiático continue sendo o principal importador, consumindo “em torno de 10 milhões de toneladas operadas no terminal STS11”. O diretor de Operações disse também que, embora o terminal de Santos seja o principal, também exporta por portos da Região Norte, mas em menor volume. “O principal fluxo de exportação é por Santos, mas a gente também embarca em portos do Norte, em menor proporção. Nós temos muitos armazéns no Estado do Mato Grosso e o fluxo dos produtos é distribuído entre Santos e o Norte”. A Cofco arrematou o STS11 em leilão no ano de 2022 e, no segundo semestre, já começou a demolir as estruturas (Alexsander Ferraz/AT) Transporte de carga sustentável Para o escoamento dos produtos, a Cofco utiliza os modais rodoviário e ferroviário, mas a nova fase será voltada para a sustentabilidade. “Hoje, dentro do T-12A, a gente roda com uma matriz de 60% a 70% de caminhões e 30% de vagões. Então, para a gente ter mais eficiência dentro do STS 11, vamos inverter, passando a fazer 70% de vagões e 30% de caminhões. Estamos falando de uma descarga média diária entre 320 e 350 vagões e entre 600 e 700 caminhões”. Tecnologia inovadora na montagem das estruturas Ferreira destacou que as obras estão avançando dentro do cronograma e com celeridade graças ao uso de uma tecnologia inovadora de engenharia. Todas as estruturas são modulares e estão sendo montadas como se fosse um lego. “A gente constrói tudo fora e faz a montagem do lego, literalmente, aqui, para poder acelerar a obra. Nós temos aproximadamente 1.200 pessoas trabalhando diariamente e o pico será de até 1.400 pessoas”. De acordo com o diretor de Operações da Cofco, o STS 11 contará com seis silos, sendo cinco com capacidade estática de 34 mil toneladas e um de 17 mil toneladas, mais um armazém para 210 mil toneladas de açúcar. Além disso, a Cofco manterá o armazém do T-12A, com capacidade para 90 mil toneladas. Juntando os dois terminais, a empresa terá uma capacidade estática total de 490 mil toneladas no Porto de Santos. “Nós estamos construindo um armazém com capacidade estática para 210 mil toneladas de açúcar, de um tamanho que não existe no Brasil”, declarou Ferreira. Operação O STS 11 contará ainda com dois berços de atracação exclusivos. “Nós teremos dois shiploaders e capacidade de carregar um Panamax em cada berço por dia. Um navio Panamax tem pouco mais de 200 metros de comprimento e capacidade média para 70 mil toneladas de grãos”.