Investment will be strategic for the decarbonization of logistics (FreePik) Entidades e empresas do setor de transporte lançaram ontem uma coalizão para fomentar soluções e acelerar a descarbonização do setor de transportes no Brasil. O movimento, liderado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), pelo Grupo CCR e pelo Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável, do Insper, foi anunciado durante o evento Brasil Rumo à COP30. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A ideia é que, a partir de amplo diálogo no setor de transportes, a coalizão elabore uma proposta conjunta de recomendações que ajudem o País a reduzir a emissão de gases do efeito estufa em seis verticais: infraestrutura e interseccionalidades; mobilidade urbana; transporte rodoviário; transporte ferroviário; transporte aéreo e transporte aquaviário e cabotagem. As reflexões tiradas pelo grupo serão apresentadas como contribuições do setor para a definição das metas de descarbonização que serão estabelecidas no novo Plano Clima, a ser apresentado em 2025 pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A consultoria global BCG atuará como parceira técnica da iniciativa, sistematizando as discussões e consolidando as propostas no documento final. “As empresas têm um papel fundamental no combate à mudança climática e a coalizão do setor de transportes, que é vital no nosso país continental, contribuirá de forma efetiva para este desafio global”, afirma Marina Grossi, presidente do CEBDS. Governança da coalizão Cada um dos seis subgrupos da coalizão conta com a liderança de uma ou duas associações setoriais e a participação de outras entidades, organizações civis e empresas privadas. Siemens Energy, Volkswagen, Rumo, Santos Brasil e Ultracargo, entre outras, já confirmaram participação. A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) integra o Conselho Consultivo da Coalizão. Para garantir o alinhamento entre os atores do setor, a coalizão possui um comitê executivo e um conselho consultivo, integrado pelas associações que lideram os subgrupos de trabalho. O objetivo do modelo é garantir discussões inclusivas e abranger os segmentos da cadeia produtiva de transportes, viabilizando o engajamento das partes e o consenso entre as propostas. Uma vez estruturada, a coalizão passa à fase de realização de workshops e reuniões técnicas para aprofundar as discussões e desenvolver as recomendações que contribuirão para o Plano Clima O documento final, resultante desses encontros, deve ser apresentado no primeiro trimestre do próximo ano. Nele, deverão constar desafios, dados e as propostas que possam contribuir para a descarbonização do setor de transportes.