A paralisação dos caminhoneiros no acesso ao Porto de Santos entrou no segundo dia nesta terça-feira (14). O movimento, que reúne transportadores autônomos e celetistas da Baixada Santista, continua pressionando o Senado Federal a colocar em votação a Medida Provisória (MP) 1.343, conhecida como MP do Frete, antes que ela perca a validade na próxima quinta-feira (16). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A mobilização faz parte de um movimento nacional da categoria, que defende a aprovação da proposta para reforçar a fiscalização do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas e ampliar as punições para empresas que descumprirem os valores estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Em entrevista à TV Tribuna, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos da Baixada Santista, Luciano dos Santos Cruz, destacou a importância da medida provisória para os profissionais do setor. Segundo o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sindicam) da Baixada Santista e Vale do Ribeira, a paralisação será mantida até que a proposta seja incluída na pauta de votação do Senado Federal. Entenda a reivindicação A MP do Frete foi aprovada pela Câmara dos Deputados no mês passado, mas ainda precisa ser analisada pelo plenário do Senado. Caso não seja votada até quinta-feira (16), perderá a validade. Na avaliação dos caminhoneiros, a medida fortalece o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário e oferece maior segurança aos transportadores autônomos, evitando a contratação de serviços por valores inferiores aos estabelecidos pela ANTT. No primeiro dia da mobilização, uma carreta chegou a bloquear parcialmente o acesso ao Porto de Santos, na região da Alemoa. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), a interdição durou menos de uma hora e não comprometeu as operações portuárias, que seguiram normalmente após a liberação da via. Sem uma sinalização do Senado sobre a votação da MP, a expectativa da categoria é manter a paralisação nos próximos dias como forma de pressionar pela apreciação da proposta.