O transporte de contêineres por cabotagem cresceu, em média, 10,9% ao ano no Brasil entre 2010 e 2025. O avanço se intensificou nos últimos anos e chegou a 14,2% ao ano entre 2023 e 2025, segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! As perspectivas para o modal estarão entre os assuntos debatidos no 2º Encontro Porto & Mar, promovido pelo Grupo Tribuna, nesta terça-feira (22), no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Burlier fará uma palestra sobre o tema. Apesar do predomínio do transporte rodoviário na matriz brasileira e dos entraves enfrentados pelo setor, o secretário vê perspectivas de continuidade do crescimento da cabotagem, principalmente na movimentação de contêineres. “O desempenho futuro dependerá da atividade econômica, da oferta de serviços regulares, da infraestrutura portuária, da disponibilidade de embarcações e dos custos do transporte terrestre complementar”. Segundo o secretário, a atuação do Governo Federal para estimular a cabotagem está concentrada em cinco frentes: regulamentação do modal e do afretamento de embarcações; financiamento da construção, modernização e reparação da frota por meio do Fundo da Marinha Mercante; ampliação e modernização dos portos e de seus acessos; digitalização e integração de procedimentos, como o Porto Sem Papel; e planejamento logístico, qualificação profissional e incentivo a tecnologias de menor emissão. “O Decreto 12.555/2025 regulamentou o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem e definiu as competências do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários na habilitação, fiscalização e acompanhamento das operações”, explica. Burlier também avalia que a Lei 15.485/2026, que trata da atualização do piso mínimo rodoviário e da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) para melhorar a fiscalização, poderá produzir efeitos em duas direções. Por um lado, a maior transparência dos custos rodoviários pode favorecer a cabotagem no transporte por longas distâncias. Por outro, a elevação das despesas nos trechos terrestres pode encarecer a operação intermodal. “O impacto dependerá da distância, da carga, da localização dos portos, da frequência dos navios e da participação do transporte rodoviário no percurso”, afirma o secretário. O evento Além da palestra de Otto Burlier, outras duas apresentações estão programadas para o 2º Encontro Porto & Mar, além de um painel (veja o quadro). O mediador será o consultor para assuntos portuários do Grupo Tribuna, Maxwell Rodrigues. Relevância O diretor de Negócios do Grupo Tribuna, Demetrio Amono, destaca que, após muitos eventos em Brasília, o grupo buscou um outro mercado. “Escolhemos o Rio de Janeiro pela relevância, pela importância dentro do setor, com o destaque para a siderurgia, para o petróleo e gás, para o apoio marítimo. A infraestrutura do Rio oferece uma facilidade logística para que os nossos parceiros e convidados possam comparecer”. Amono também elogia o Píer Mauá. “Tem uma excelente estrutura para eventos. Isso também nos motivou a trocar o evento de Brasília para o Rio de Janeiro”, diz o diretor. (Reprodução)