A Brasil Terminal Portuário (BTP) está reforçando a capacidade operacional no Porto de Santos com um pacote de investimentos focado principalmente na modernização de equipamentos e no aumento da eficiência do terminal. Entre as iniciativas estão a incorporação de novos portêineres (STSs, sigla para Ship To Shore, guindastes de cais) e a substituição da frota de transtêineres por modelos elétricos (RTGs, Rubber Tyred Gantry, utilizados na movimentação de contêineres no pátio). “Nossos investimentos são para ganhar capacidade e enfrentar essa demanda de volume que vem crescendo. Temos um investimento muito forte, de mais de R\$ 2 bilhões, e metade disso é em equipamentos. Adquirimos quatro STSs novos, dois já chegaram e estão operando, os próximos dois chegam em 2028. Além de 53 RTGs elétricos e automatizados”, afirmou o CEO da companhia, Cláudio Oliveira. Segundo ele, a estratégia inclui a renovação completa da frota de equipamentos de pátio, com ganhos de produtividade e de capacidade de armazenagem. “Temos uma frota de 30 RTGs a diesel, mas quatro que podem ser convertidos para elétricos porque são mais novos, com seis de alto. Estamos trocando os 26 a diesel e adquirindo mais 27, todos elétricos e com seis de alto”, explicou o CEO. Além da modernização operacional, a BTP também prepara mudanças estruturais em sua área. O prédio administrativo atual será demolido para dar lugar a mais espaço para contêineres, enquanto a equipe administrativa já foi transferida para um edifício no Centro de Santos. “Adquirimos um prédio no Centro de Santos, que tem muito a ver com a relação Porto-Cidade, que a gente defende e apoia muito. Havia outras opções, mas preferimos apoiar todo esse trabalho de revitalização do Centro”, disse Oliveira. Segundo ele, existe uma insegurança muito grande dos clientes por conta da falta de capacidade que o Santos enfrenta atualmente. “A gente precisa deixar os clientes confortáveis de que tudo que a BTP pode fazer para enfrentar essas dificuldades está fazendo, com o objetivo de dar a eles as melhores condições”, afirmou o CEO. A empresa participou da Intermodal South America 2026, maior evento de logística das Américas, realizado entre a última terça-feira (14) e quinta-feira (16), no Distrito Anhembi, em São Paulo, onde apresentou seus investimentos e estratégias ao mercado. Na área comercial, o foco é conduzir a expansão sem prejudicar a operação e manter o nível de serviço aos clientes, mesmo durante as obras. “Essa é a minha missão agora”, disse o diretor comercial da BTP, André Magalhães, que entrou na empresa no mês passado. “Dentro dessa expansão a gente vai aumentar a capacidade de atender as cargas refrigeradas em quase 80%, além de 40% de aumento da capacidade para contêineres. Estamos nos preparando para essa expansão para os próximos anos e esse aumento de capacidade que o Porto vai precisar”, disse. Magalhães também destacou a localização estratégica do terminal e a qualidade do atendimento como diferenciais competitivos. “Por estarmos na Margem Direita, a gente tem uma forte vantagem de atender muita exportação. E tenho testemunhado a qualidade da nossa equipe no atendimento aos clientes. Estou recebendo constantes feedbacks positivos”.