Carros Toyota Corolla, semelhantes ao da foto, têm blindagem nível III-A, resistente a disparos de pistola (AdobeStock) A Autoridade Portuária de Santos (APS) tem um contrato de mais de R\$ 4,9 milhões para uso de carros blindados pela diretoria. A frota é composta por cinco Toyota Corolla Cross híbridos (elétrico e combustão), um destinado a cada diretor. Todos possuem blindagem nível III-A, que é resistente a disparos de armas de mão de todos os calibres, incluindo pistolas 9 milímetros e Magnum .44. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! O contrato, firmado com a São Paulo Turismo & Receptivo Ltda ME, está em vigor desde 10 de março do ano passado e tem duração de 30 meses. O acordo prevê a locação dos veículos blindados, o pagamento de dez motoristas treinados e o custeio de despesas como pedágios e estacionamento. Conforme a licitação, o custo da mão de obra no período de 30 meses é de R\$ 3,9 milhões; a locação dos veículos soma R\$ 1,07 milhão; e os gastos com pedágios e estacionamento chegam a R\$ 184 mil. Mensalmente, são desembolsados cerca de R\$ 130 mil com os trabalhadores, R\$ 29 mil com a locação dos veículos e R\$ 6,1 mil com despesas (pedágios e estacionamento), representando um custo de R\$ 165 mil por mês. Justificativa Segundo a APS, o uso de veículos blindados para o transporte de autoridades, delegações estrangeiras e diretores não é novidade: ocorre desde 2016, após auditoria recomendar medidas de segurança, entre elas a blindagem. Segundo a gestora do Porto, em 2021, houve perda salarial de 45,76% entre os motoristas desses veículos, “o que provocou desmotivação, evasão e aumento do risco na condução de autoridades”. A APS justifica a contratação pela demanda constante e crescente de atendimento a autoridades nacionais, como presidente da República e ministros, e internacionais, diante do aumento das visitas ao Porto de Santos. O serviço também atende membros de conselhos, como o de Administração, além de representantes de órgãos públicos de todas as esferas. Ainda de acordo com a Autoridade Portuária, a contratação também se dá pela ausência, em seu quadro funcional, de motoristas com a capacitação exigida. A APS afirma ainda ter obtido economia de 26,7% em relação ao valor estimado de R\$ 6,8 milhões. E afirma que, para este acordo, foram considerados contratos semelhantes em empresas públicas, como Petrobras, Banco do Brasil e BNDES.