Corredor liga Porto Velho (RO) à Foz do Rio Madeira, conexão com o Rio Amazonas e portos do Arco Norte (MPor/Divulgação) A Autoridade Portuária de Santos (APS) passou a integrar um comitê criado para avaliar impactos ambientais e debater a governança da Hidrovia do Rio Madeira. O corredor liga Porto Velho (RO) à Foz do Rio Madeira, conexão com o Rio Amazonas e os portos do Arco Norte. Clique aqui para seguir agora o canal Porto Tribuna no WhatsApp! A concessão da hidrovia está em análise pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e poderá consolidar essa via fluvial como um dos principais corredores logísticos do País. O superintendente de Meio Ambiente da APS, Sidnei Aranha, foi designado como interlocutor da empresa no novo comitê, o Com-Madeira. Ele participou de uma reunião na Prefeitura de Porto Velho, na semana passada, que marcou a criação do grupo. Aranha esteve ainda em uma reunião com o setor produtivo na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RO) e participou de uma visita a ribeirinhos. O superintendente afirma que a expertise do Porto de Santos pode colaborar com o projeto do Rio Madeira. “O Porto de Santos pulsa através das pessoas. Movimentamos o que o Brasil produz para cuidar de quem o constrói. É com esse espírito que celebramos nossa participação na governança do Rio Madeira, uma força da natureza que ostenta o título de 17º maior rio do mundo”, afirma Aranha. Os debates sobre a concessão da hidrovia no Rio Madeira se intensificaram nos últimos anos em razão do crescimento da produção de itens como soja e milho na região, que precisam enfrentar gargalos no setor de transporte para chegar aos mercados consumidores. Segundo o superintendente de Meio Ambiente da APS, um dos objetivos do comitê é esclarecer a população e os setores envolvidos sobre a importância da hidrovia e combater as fake news. “Primeiro mito que precisa cair aqui é sobre quem vai pagar a conta da implantação dessa hidrovia. É quem transporta a carga, o pessoal de soja, milho combustível, fertilizante”, diz Aranha. Privatização O superintendente de Meio Ambiente da APS, Sidnei Aranha, destacou que há informações falsas sobre uma suposta “privatização do rio”. Segundo Aranha, a população que utiliza o rio para se locomover, ir à escola, para a pesca ou para outras atividades cotidianas não pagará nenhum tipo de pedágio. “Isso está claro no projeto que tramita na Antaq”, conta. Não haverá privatização, mas uma concessão que trará as estruturas de segurança necessárias para o funcionamento da hidrovia.