Ao tentar depositar ovos, mosquito fica preso em uma fita adesiva (Divulgação/ APS) A Autoridade Portuária de Santos (APS) atua no combate ao mosquito da dengue com um sistema de armadilhas instaladas em 46 pontos estratégicos da área portuária, que permite mapear focos do Aedes aegypti. Clique aqui para seguir o canal de Porto no WhatsApp! As armadilhas simulam um criadouro, atraindo as fêmeas para o seu interior. Ao tentar depositar ovos na parede do recipiente, o mosquito fica preso a uma fita adesiva. Os dispositivos são analisados semanalmente por agentes de endemia terceirizados e os dados coletados alimentam um painel interativo público no link. Qualquer pessoa pode acompanhar a evolução dos indicadores. O relatório on-line exibe o número de fêmeas capturadas em cada armadilha e utiliza um sistema de cores – verde, amarelo, laranja e vermelho - para facilitar a identificação dos pontos críticos. As informações orientam a intensificação de vistorias e ações de controle nas áreas afetadas. Uma terceira tela do painel interativo revela o Índice Médio de Fêmeas Adultas (IMFA), indicador utilizado nacionalmente e calculado pela razão entre o número de fêmeas capturadas e a quantidade de armadilhas. O IMFA é classificado em satisfatório (inferior a 0,15), moderado (0,15 a 0,30), alerta (0,30 a 0,60) e crítico (superior a 0,60). Armadilhas simulam criadouros para o mosquito da dengue (Divulgação/ APS) Diminuição Sem atingir o nível crítico nas sete primeiras semanas de 2025, o IMFA apresentou melhora, com queda de 24% em relação a 2024. No ano passado, 92 fêmeas foram capturadas em igual período e o índice ultrapassou o patamar crítico na primeira semana de janeiro. Já este ano, foram 70 fêmeas. Além das armadilhas, a APS realiza ações de educação ambiental e adota medidas de controle, como fiscalização em áreas não arrendadas, vistorias quinzenais, eliminação de criadouros e aplicação de larvicida em focos encontrados. O monitoramento das armadilhas ajuda a definir ações complementares.