Porto do Rio Grande foi um dos complexos brasileiros que tiveram áreas arrendadas em 2024; total chegou a R\$ 3,7 bilhões no ano (Divulgação/Portos RS) Desde novembro de 2020, aconteceram 34 leilões portuários no Brasil, com previsão de investimentos de R\$ 8 bilhões. Desse total, 33 foram de terminais portuários e um foi o certame de desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), que é a atual VPorts. “A concessão dessas áreas vai se traduzir em portos mais eficientes, modernos e capazes de atender à movimentação crescente de carga do País nos últimos anos, além de gerar mais empregos e renda para os brasileiros”, diz a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em nota. Na semana passada, durante reunião em que a Antaq fez um balanço dos leilões ocorridos durante o mandato de Eduardo Nery como diretor-geral da Agência (de novembro de 2020 até a última terça-feira), ele recebeu um martelo, utilizado durante os leilões, como homenagem ao trabalho realizado no período. Histórico Em 2024, os investimentos com os arrendamentos p</MC>ortuários atingiram R\$ 3,7 bilhões, o maior volume desde 2020, e foram realizados dois blocos de leilões com oito terminais. Três foram no Porto de Recife (Pernambuco), esses são o REC08, o REC09 e o REC10. Durante o ano, também foram leiloadas as áreas RIG10, no Porto do Rio Grande (Rio Grande do Sul); RDJ06, no Porto do Rio de Janeiro; ITG02, no Porto de Itaguaí (Rio de Janeiro); MCP03, no Porto de Santana (Amapá); e MAC16, no Porto de Maceió (Alagoas). No ano de 2023 aconteceram oito arrendamentos que somaram R\$ 172,9 milhões em investimentos. Entre as áreas estão: outros terminais no Porto de Maceió, o MAC11, o MAC11A, o MAC12 e o MAC15; o RIG71, no Porto do Rio Grande; os terminais POA11 e POA02, localizados no Porto de Porto Alegre (Rio Grande do Sul) e o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) no Porto de Fortaleza (Ceará). O STS11 e o SUA07, localizados nos portos de Santos e Suape (Pernambuco) e a desestatização da Codesa aconteceram em 2022. No total, os investimentos previstos para as duas áreas foi de R\$ 825 milhões e para o porto capixaba chegou a R\$ 1,3 bilhão. Vários estados O ano com o segundo maior volume de investimentos foi 2021, com R\$ 1,7 bilhão. Foram 11 terminais portuários arrendados, que estão localizados nos portos de Maceió, Fortaleza, Santana, Santos, Salvador (Bahia), Imbituba (Santa Catarina), Itaqui (Maranhão) e Pelotas (Rio Grande do Sul). A lista contempla as seguintes áreas: MAC13, Tesarb, MUC01, MCP02, STS08A, SSD09, IMB05, IQI03, IQI11, IQI12, IQI13, e PELO01. Em dezembro de 2020, a Agência realizou um leilão com um bloco de três terminais, ATU12 e ATU18, localizados no Porto de Aratu (Bahia); e o MAC10, no Porto de Maceió. O certame garantiu investimentos na ordem de R\$ 377,6 milhões. Próximos leilões Entre 2025 e 2026, a previsão é que sejam leiloados 42 empreendimentos no setor portuário que vão garantir investimentos na ordem de R\$ 18,2 bilhões. A expectativa é que sejam 20 arrendamentos e uma concessão em 2025, com investimentos de R\$ 8,54 bilhões, e 17 arrendamentos e quatro concessões em 2026, com estimativa de R\$ 5,91 bilhões.