[[legacy_image_359342]] A diretoria colegiada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta sexta-feira (24), por unanimidade, a pré-operação do Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito de São Paulo (TRSP) no Porto de Santos. Foi uma autorização com ressalvas. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A área de operação do TRSP fica próximo à Alemoa, fora do chamado Porto Organizado. A unidade pertecence à Compass, do grupo Cosan. O terminal tem uma capacidade de regaseificação nominal licenciada de 14 milhões de metros cúbicos (m³) por dia, armazenamento de 150 mil m³ e um investimento aproximado de R\$ 670 milhões. RessalvaSegundo a ANP, o projeto está “umbilicalmente ligado ao gasoduto Subida da Serra”, cuja polêmica decisão sobre a natureza da operação - se de transporte ou transmissão - ainda tramita na agência. Por esse motivo, o GNL produzido no TRSP não poderá utilizar o gasoduto Subida da Serra até que a decisão sobre a vocação do gasoduto seja tomada. “Há dois projetos interconectados umbilicalmente, o terminal TRSP e o gasoduto Subida da Serra, e minha recomendação é ressaltar que esta decisão não está necessariamente indicando o que decorrerá do resultado do processo de Subida da Serra”, disse a diretora Symone Araújo, ao votar acompanhando a relatora, diretora Patrícia Baran. A empresaProcurada pela Reportagem, a Compass se manifestou por meio da empresa Edge, que faz a gestão do TRSP. Em nota, a Edge ressalta que a autorização da ANP “corrobora que o terminal de GNL acompanha os padrões globais de engenharia, operação e segurança e cumpre todos os requisitos técnicos exigidos pelas normas vigentes para exercer suas atividades”. Ainda segundo comunicado da Edge, o TRSP é um importante investimento na infraestrutura nacional, com recursos totalmente privados, e aporte de aproximadamente R\$ 1 bilhão. “É estratégico para a segurança energética da Baixada Santista, do estado de São Paulo e do Brasil, promovendo uma transição segura e eficiente para uma matriz energética mais sustentável”. A empresa acrescenta que esse primeiro terminal de GNL no Estado contribui também para a abertura do mercado brasileiro de gás, sendo uma alternativa de diversificação de suprimento que conecta a região Sudeste, a mais industrializada do país, à oferta mundial de gás natural. “O TRSP opera desde o início de abril com todas as licenças e autorizações exigidas pela legislação vigente”.