Mulheres a Bordo é um projeto criado para dar protagonismo às profissionais que atuam no setor portuário, ainda dominado pelos homens (Vanessa Rodrigues/ AT) O mercado de trabalho no setor portuário é um ecossistema dinâmico em transformação permanente, com destaque para o avanço da diversidade no quadro de colaboradores. Os caminhos para impulsionar a reestruturação, com foco no aumento da presença feminina em postos de comando, serão discutidos no 1º Encontro Mulheres a Bordo 2026, na próxima terça-feira (5), a partir das 8h30, no auditório do Grupo Tribuna (Rua João Pessoa, 350, no Paquetá, em Santos). Clique aqui para seguir agora o canal de Porto no WhatsApp! O encontro reunirá representantes dos setores público e privado. Ao longo de duas palestras e um painel de debates, os participantes discutirão carreira, protagonismo e desafios na inserção de mulheres em cargos de gestão nas empresas e instituições públicas relacionadas aos setores marítimo e portuário. “Sabemos que temos muito a alcançar para socialmente criarmos um ambiente de verdadeira equidade, mas falar só dos problemas não ajuda, precisamos criar espaço de mudança e caminho com oportunidades reais, essa será a tônica do debate deste primeiro encontro. A proposta foi desenhada com temas para atingir exatamente esse objetivo”, afirma a presidente do Comitê do Mulheres a Bordo e ex-diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Flávia Takafashi. O objetivo do encontro, segundo ela, é estimular ações em prol da “formação de líderes femininas para o setor portuário”. A construção da carreira – desde a formação ao desenvolvimento em um mundo em constante reconfiguração – é o tema da palestra de abertura da diretora de Gente, Gestão e Frota na Norsul, Aline Carvalho. Referência na implementação de uma cultura em prol da diversidade em ambiente corporativo, a executiva comenta que é preciso abandonar práticas e conceitos organizacionais herdados da era industrial. “A forma de exercer a liderança se transforma, a requalificação e o aprendizado se tornam contínuos, e o autodesenvolvimento passa a ser condição para navegar um mundo em mudança permanente. Não há mais espaço para decisões ‘top-down’ (de cima para baixo) nem para planejamentos estratégicos rígidos de cinco ou dez anos. Isso muda radicalmente a forma de trabalhar. As empresas e as pessoas que aprenderem a se mover nesse contexto terão ao menos uma coisa em comum: adaptabilidade”. Um dos participantes do painel “Política de Diversidade e Liderança: Como ser He for She?”, o diretor de Logística do Terminal EBLog da Eldorado Brasil Celulose, Flavio da Rocha Costa, pretende apresentar a política da companhia. “Todas as posições dentro da empresa podem ser ocupadas por qualquer pessoa apta e capacitada à função. A Eldorado Brasil oferece condições para que os colaboradores possam se desenvolver, sejam capacitados e estejam abertos a novos desafios. Iniciativas como a Academia de Liderança e o Programa Essência integram as ações que prezam pela equidade na empresa”, ressalta. Convidada para ministrar a palestra “Protagonismo e posicionamento: criando a sua voz”, encerrando o encontro, a deputada federal Rosana Valle (PL) destaca que as mulheres devem reconhecer o próprio valor e ocuparem os espaços de decisão. “Ter voz é, antes de tudo, estar preparada, ter coragem e agir com consistência. É fundamental que as mulheres não apenas conquistem seus espaços, mas também se mantenham neles com firmeza, contribuindo ativamente para transformar realidades”. Para Rosana, o fórum é essencial para dar visibilidade à atuação feminina em um ambiente historicamente masculino. “Mais do que reconhecer essa presença, encontros como esse criam oportunidades para discutir caminhos que ampliem a participação das mulheres, especialmente em cargos de liderança”. (Reprodução)