[[legacy_image_124033]] Na reta final das prévias do PSDB para a escolha do candidato à Presidência da República em 2022 e com clima de tensão acerca do aplicativo de votação, o governador de São Paulo, João Doria, viajou nesta terça-feira (16), para o Rio Grande do Sul, Estado governado pelo seu oponente Eduardo Leite. Impossibilitado de recepcionar Doria, Leite fez um convite para o governador paulista visitar o Palácio do Piratini, sede do governo gaúcho, e disse que, apesar de "estilos diferentes", são do mesmo partido. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Impossibilitado de receber o governador de SP, @jdoriajr, no aeroporto para dar boas-vindas ao RS, fiz um convite a ele para visitar-me no Palácio Piratini. Temos estilos de ação política marcadamente diferentes, mas somos do mesmo partido, o PSDB, e queremos mudar o Brasil", afirmou Leite no Twitter. Com as prévias marcadas para o dia 21 de novembro, Doria viajou ao campo adversário para tentar mudar votos de correligionários. Na ocasião, o governador de São Paulo será recebido em um jantar por lideranças e militantes tucanos, onde falará de suas propostas para o desenvolvimento do País. A visita de Doria ao Rio Grande do Sul ocorre em um dos momentos mais tensos das prévias. Nesta terça-feira (15), Doria e o ex-prefeito de Manaus e também pré-candidato Arthur Virgílio emitiram uma nota alegando que representantes de Leite enviaram uma proposta para adiar a votação interna. Os candidatos tucanos classificaram o adiamento como "imoral" e "inaceitável". "Adiar as prévias é casuísmo eleitoral", declararam. Em resposta às acusações, Leite negou, em publicação no Twitter, que tenha pedido para adiar as prévias tucanas. "Não faz sentido postergarmos a decisão em um processo no qual trabalhamos com absoluta confiança na vitória", comentou. "Queremos todos os filiados com o app em mãos e decidindo o futuro do PSDB no dia 21." No debate promovido pelo Estadão com os candidatos do PSDB, na sexta-feira (12), os governadores de São Paulo e do Rio Grande do Sul protagonizaram diversas trocas de farpas e voltaram a trocar acusações com relação à isonomia do processo eleitoral. Após acusações diretas de Leite, Doria afirmou que o gestor gaúcho estaria tenso e nervoso. Leite, no entanto, disse que sua tensão é de ver o PSDB sendo "alvo de constrangimento de votação nas prévias".