[[legacy_image_225928]] Ex-governador de São Paulo e atual integrante do GT de Cidades na transição, Márcio França afirmou nesta quarta-feira (30) que o grupo fará uma série de sugestões para o programa habitacional do governo federal, que voltará a ser Minha Casa Minha Vida (MCMV). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo ele, uma das propostas aponta a necessidade de aproximação dos conjuntos habitacionais aos centros urbanos. "Delegar escolha de terrenos para locais distantes nem sempre é vantajoso. Queremos aproximar, às vezes é melhor subsidiar para isso do que depois subsidiar transporte", disse França a jornalistas. O ex-governador fez críticas ao governo Bolsonaro apontando para uma falta de resultados do Casa Verde e Amarela, que substituiu o MCMV. O programa e as restrições orçamentárias praticamente inviabilizaram contratações da faixa 1, que atendia famílias com salário de até R\$ 1,8 mil. França reforçou que o objetivo do governo Lula será de retomar o foco do faixa 1 a 1,5. "Atualmente só entra recurso para quem se enquadra na faixa 1,5 pra frente", disse o ex-governador, para quem é necessário ainda possibilitar a entrada de pessoas no programa que não têm renda confirmada. Para essa parcela, França avaliou que o aluguel social pode ser uma boa solução. "Especialmente para morador que não tem documentação", afirmou. Segundo ele, o GT também irá sugerir ao governo de transição a criação de uma secretarial especial de áreas não regularizadas, para que esse segmento tenha uma atenção especial no futuro ministério, junto de saneamento, habitação e mobilidade. "Aí agrega esse assunto", afirmou.