[[legacy_image_227191]] O senador Alexandre Silveira (PSD-MG) foi oficializado na tarde desta segunda-feira (5), como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da transição no Senado. O nome do parlamentar, que já figurava entre os favoritos, ganhou mais força no fim de semana. A decisão foi tomada pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Havia uma expectativa de que Alcolumbre avocasse para si a relatoria. Nesse caso, contudo, ele precisaria deixar nas mãos do senador Lucas Barreto (PSD-AP), que fez campanha contra ele no Amapá nas eleições deste ano, a sessão de votação da proposta na CCJ. Silveira é aliado próximo de Alcolumbre e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A proposta que deverá ser votada na CCJ nesta terça-feira (6) trará mudanças substanciais em relação ao que foi inicialmente sugerido pelo governo eleito. Ao invés de retirar o Bolsa Família do teto de gastos por quatro anos, o texto de Silveira deve sugerir excepcionalizar o programa de transferência de renda da regra fiscal por 2 anos. O valor fora do teto para pagar o Bolsa Família também poderá ser reduzido de R\$ 175 bilhões para R\$ 150 bilhões. Além disso, foi negociado um trecho para liberar o uso de até 6,5% das receitas extraordinárias ainda neste ano, e não mais a partir de 2023, o que deve garantir o pagamento das emendas de relator-geral, o chamado orçamento secreto. O valor da arrecadação extra que ficaria fora do teto pode chegar a R\$ 23 bilhões.