Galos foram resgatados e responsável pelo local foi conduzido à delegacia em Guarujá (Divulgação/ Polícia Militar Ambiental) Uma operação realizada entre a Polícia Militar Ambiental e a Força-Tarefa da Guarda Civil Municipal (GCM) desmantelou uma estrutura utilizada para rinha de galos no bairro Cachoeirinha, em Guarujá, no litoral de São Paulo, na terça-feira (9). O responsável pelo local foi conduzido à delegacia e recebeu uma multa ambiental de R\$ 282 mil por maus-tratos a animais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Polícia Militar Ambiental, a fiscalização identificou diversos galos mantidos para a prática de combates ilegais. De acordo com a corporação, os animais apresentavam características compatíveis com o uso em rinhas e muitos deles possuíam elevado valor comercial. Em nota enviada para A Tribuna, a Prefeitura informou que, além de diversos galinheiros, também foram encontradas “substâncias supostamente utilizadas para potencializar o desempenho das aves”. Durante a ação, os agentes registraram o relato de um dos envolvidos sobre o funcionamento da atividade. Conforme informado à equipe, os galos que morriam durante os combates eram retirados pelos próprios proprietários; os animais feridos também eram levados pelos donos, que ficavam responsáveis pelos cuidados e pela administração de medicamentos. A Administração Municipal informou que a estrutura utilizada para a realização das rinhas foi desmantelada durante a operação. Segundo a PM Ambiental, além das medidas administrativas, o responsável pelo local irá responder criminalmente. Destino dos animais A PM Ambiental esclareceu que não divulga os locais para onde os animais apreendidos são encaminhados. Segundo a corporação, a medida é adotada por questões de segurança. “Infelizmente, em ocorrências envolvendo rinhas de galos, já foram registradas situações em que pessoas ligadas a essa prática tentam localizar e reaver os animais, além de promover intimidações e ameaças contra instituições e responsáveis pelos locais que os recebem”, informou. A corporação destacou que esse tipo de situação também dificulta a busca por locais aptos a receber os animais resgatados, já que potenciais mantenedores acabam desistindo do acolhimento diante do risco de represálias.