[[legacy_image_71167]] Em uma tumultuada sessão, que teve até troca de empurrões entre deputados, Cauê Macris (PSDB) foi reeleito para comandar a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) por mais dois anos. Com apoio de 21 partidos, incluindo PT e PSB, o tucano, aliado do governador João Doria (PSDB), obteve 70 votos, ante 16 de Janaína Paschoal (PSL). Daniel José (Novo) e Mônica Seixas (PSOL) obtiveram quatro votos cada um. A eleição de Macris mantém uma hegemonia de praticamente 24 anos do PSDB na Casa - a exceção foi a vitória do atual vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), em 2005. Após o triunfo, Macris agradeceu a mulher e os filhos e o pai–deputado federal Vanderlei Macris (PSDB), que comandou a Alesp entre 1999 e 2001. Ele disse que Doria terá o Legislativo como “parceiro para boas propostas”. Na primeira entrevista após ter a reeleição confirmada, o tucano disse que a Casa vai viver uma nova realidade na legislatura que começou ontem.“Antes tínhamos oposição e situação. Agora há a briga ideológica. São duas correntes opostas e meu papel é tentar equilibrar essa situação”. Crítica ao PSL O presidente reeleito classificou como “tenso” o clima no plenário durante a sessão. Macris criticou o PSL por, segundo ele, ter “atacado” sua honra na campanha e apelado para “ganhar no tapetão”. “Essa foi uma das campanhas mais baixas e sujas na Assembleia. O PSL usou esse processo de mobilização nas redes sociais para fazer denuncismo”, disse. “Não vou tratorar nenhum partido. Não precisamos de radicalismos nesse momento do País”, completou. Posteriormente, houve novo tumulto quando Carla Zambelli, deputada federal do PSL, entrou no Plenário, mas Macris, que presidia a sessão, mandou retirá la. Macris acabou liberando a permanência de Carla, e disse que não sabia que se tratava de parlamentar. O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, que até então não tinha representação na Casa, elegeu 15 deputados estaduais em São Paulo em 2018. Partidos da esquerda, como o PT, apoiaram a candidatura de Macris com a intenção de impedir o comando do PSL na Casa. Ênio Tatto, do PT, foi eleito 1 o secretário. Protesto Do lado de fora da Assembleia, manifestantes de esquerda inflaram um boneco gigante de Bolsonaro com uma faixa no peito onde se lia “laranjal”. Grupos de direita posicionaram três carros de som no entorno da Assembleia para exaltar Bolsonaro, xingar o PT e defender Janaína.