[[legacy_image_74411]] Um integrante do Ministério da Saúde teria pedido propina de um dólar por vacina a um representante de uma vendedora de imunizantes para fechar um contrato de compra de 400 milhões de doses da Astrazeneca. A revelação foi divulgada na noite desta terça-feira (29), pelo jornal Folha de S. Paulo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! De acordo com a publicação, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply, citou que o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, fez a proposta durante um jantar, em fevereiro, em Brasília. Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). O deputado também foi citado pelo parlamantar Luis Miranda (DEM-DF), na CPI da Covid, como mebro de um suposto esquema de corrupção para compra da vacina Covaxin. Ainda segundo a matéria, a Davati teria oferecido as doses da vacina pelo preço de US\$ 3,5 por cada. No entanto, o representante do ministério teria dito que "para trabalhar dentro do ministério, tem que compor com o grupo" e teria pedido para o representante da empresa aumentar o preço das vacinas em um dólar. 'Pensa direitinho, se você quiser vender vacina no ministério tem que ser dessa forma", teria dito Roberto Dias. Luiz Paulo Dominguetti Pereira afirmou à reportagem da Folha de S. Paulo que recusou o pedido feito pelo membro do Ministério da Saúde.